Paraná realiza operação para ampliar banco de DNA e fortalecer investigações criminais
Coleta de material genético em presídios deve gerar cerca de 2,4 mil novos perfis no sistema nacional

O Paraná realiza nesta semana uma operação integrada para coleta de material genético em unidades penais, com o objetivo de ampliar o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG). A ação começou na segunda-feira (27) e segue até quinta (30), com previsão de cerca de 2.400 novas amostras coletadas.
A iniciativa envolve a Polícia Penal do Paraná e a Polícia Científica do Paraná, com apoio de outros órgãos de segurança. A operação faz parte de um esforço conjunto entre estados do Sul, por meio do Codesul, para fortalecer a integração de dados e aumentar a eficiência nas investigações criminais.
O banco nacional reúne perfis de DNA de pessoas condenadas, vestígios coletados em cenas de crime e informações relacionadas a pessoas desaparecidas. A cada novo cadastro, os dados são cruzados automaticamente, permitindo identificar suspeitos, conectar ocorrências e até esclarecer crimes antigos.
No Paraná, já são mais de 12 mil perfis cadastrados, com destaque para o avanço recente na inclusão de novos dados. O uso dessa tecnologia tem se mostrado decisivo em investigações, como no caso da menina Rachel Genofre, solucionado anos após o crime graças ao cruzamento de informações genéticas.
Além da coleta, a operação também inclui capacitação de policiais para padronizar os procedimentos e ampliar a atuação dentro das unidades prisionais, reforçando o uso da tecnologia como aliada da segurança pública.

