Paraná reduz em 87,5% o desmatamento da Mata Atlântica em cinco anos

Estado teve terceiro melhor desempenho do país no período, segundo dados de monitoramento ambiental

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Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

O Paraná registrou queda de 87,5% no desmatamento da Mata Atlântica entre os períodos de 2020-2021 e 2024-2025, segundo dados do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) do bioma. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (13) pela Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com o MapBiomas e a Arcplan.

No Estado, a área de vegetação suprimida caiu de 3.298 hectares para 411 hectares no intervalo analisado.

Com o resultado, o Paraná ficou em terceiro lugar entre os estados que mais reduziram o desmatamento no país, atrás do Rio Grande do Sul, com queda de 92,6%, e de São Paulo, com redução de 88,7%. No cenário nacional, a diminuição foi de 59,6%.

De acordo com o governo estadual, o resultado é reflexo do fortalecimento das ações de fiscalização ambiental e do uso de tecnologias de monitoramento por satélite.

O Instituto Água e Terra (IAT) ampliou o uso de ferramentas de geoprocessamento e sistemas de alerta em tempo real, que permitem identificar áreas de supressão vegetal e agilizar a atuação das equipes de fiscalização.

Entre os sistemas utilizados estão plataformas de monitoramento por satélite e redes de cooperação com instituições federais e ambientais, que permitem o acompanhamento contínuo das áreas verdes.

O Estado também conta com o apoio de bases de dados e sistemas de detecção de desmatamento desenvolvidos por instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a rede MapBiomas, que utiliza imagens de satélite e inteligência artificial para mapear mudanças na cobertura do solo.

Segundo técnicos do órgão ambiental, o avanço tecnológico tem permitido maior precisão na identificação de irregularidades e redução no tempo de resposta das equipes de fiscalização.

Além da tecnologia, o governo estadual destaca a aplicação de políticas de incentivo à preservação ambiental, como o ICMS Ecológico, que destina parte da arrecadação tributária aos municípios que mantêm áreas de conservação ou mananciais de abastecimento.

Em 2025, os repasses por meio do programa somaram R$659,6 milhões, com crescimento em relação ao ano anterior.

O Estado também desenvolve programas de pagamento por serviços ambientais, que oferecem incentivo financeiro a proprietários de áreas protegidas.

A legislação ambiental prevê penalidades para quem realiza desmatamento ilegal, incluindo multas e responsabilização criminal, com recursos arrecadados destinados a fundos de recuperação ambiental.

Órgãos de fiscalização reforçam ainda a importância da participação da população por meio de denúncias, que podem ser feitas ao Disque-Denúncia 181 ou diretamente ao Instituto Água e Terra.

Com informações do Governo do Paraná

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Redação Paiquerê FM News

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