Paraná registra ao menos cinco nuvens funil em menos de dois meses
Fenômeno é considerado estágio inicial de tornado e voltou a ser observado neste domingo no Noroeste

O Paraná registrou pelo menos cinco ocorrências de nuvens funil desde o início do ano. O caso mais recente foi observado neste domingo (15) em Santo Antônio do Caiuá, no Noroeste do Estado. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a nuvem funil é a fase inicial de formação de um tornado e só se configura como tal quando toca o solo, provocando ventos intensos.
A moradora Larissa Moreira, que estava em uma chácara da família no município, relatou que o fenômeno surgiu no fim da tarde, após um dia de calor e mudança brusca no tempo. Segundo ela, a família ficou assustada ao ver a formação afunilada tentando descer em direção ao solo.
Além do registro em Santo Antônio do Caiuá, o Simepar informou que ocorrências semelhantes foram observadas neste ano em Arapongas, São Jorge do Ivaí, Ponta Grossa e Paulo Frontin. O órgão contabiliza apenas os casos oficialmente reportados. Conforme meteorologistas, a nuvem funil se forma a partir de nuvens do tipo Cumulonimbus ou Cumulus e é caracterizada por uma coluna de ar em rotação com formato afunilado.

