Paraná registra menor taxa de sub-registro de nascimentos do Brasil, aponta IBGE
Estado lidera ranking nacional com índice de apenas 0,12% e apresenta avanço na integração entre maternidades, cartórios e sistemas de saúde

O Paraná alcançou a menor taxa de sub-registro de nascimentos do país, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O levantamento foi realizado com base no cruzamento das Estatísticas do Registro Civil com os sistemas do Ministério da Saúde, como o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Com índice de apenas 0,12%, o Paraná lidera o ranking nacional de regularização de registros de nascimento. Na sequência aparecem o Distrito Federal com 0,13%, São Paulo com 0,15%, Rio Grande do Sul com 0,21% e Minas Gerais com 0,23%. O resultado também contribuiu para que o Brasil atingisse a menor taxa da série histórica iniciada em 2015: 0,95%.
Segundo o secretário estadual da Saúde, César Neves, o baixo índice demonstra eficiência da rede pública de saúde e integração entre maternidades, cartórios e sistemas de informação. O Paraná contabilizou 131.189 nascidos vivos em 2024. O índice de 0,12% representa uma estimativa de 155 crianças sem registro dentro do prazo legal, estabelecido até março do ano seguinte ao nascimento. Os dados mostram ainda que 332 municípios paranaenses não apresentaram estimativa de sub-registro em 2024. Entre os municípios com maiores percentuais estão Arapuã, Cafeara, Santa Mônica, Bela Vista da Caroba e Flórida.
Entre as cidades mais populosas do Estado, os índices permaneceram baixos: Londrina registrou 0,05%; Maringá, 0,02%; Ponta Grossa, 0,09%; Cascavel, 0,02%; São José dos Pinhais, 0,05%; Foz do Iguaçu, 0,41%; e Guarapuava, 0,08%. O Estado também apresentou redução contínua nos sub-registros de óbitos, chegando a 0,56% em 2024, o menor índice da série recente. Segundo o IBGE, a queda nos sub-registros está ligada à ampliação das unidades interligadas de registro civil em maternidades, emissão gratuita da certidão de nascimento, mutirões de documentação e integração entre cartórios e sistemas públicos de saúde.

