Paraná responde por 35% do abate nacional de frangos, aponta boletim da SRP
Estado reforça liderança na avicultura brasileira, com destaque em produção, exportações e Valor Bruto da Produção

O Paraná segue na liderança da avicultura brasileira e respondeu por 35% de todo o abate nacional de frangos em 2025. Os dados fazem parte do novo boletim do Observatório de Indicadores da Sociedade Rural do Paraná, que aponta o fortalecimento do Estado na produção de carne de frango e nas exportações do setor.
Segundo o levantamento, o Paraná abateu aproximadamente 598 milhões de aves e registrou R$ 35,5 bilhões em Valor Bruto da Produção. Com esse resultado, o frango de corte se mantém como a segunda atividade mais importante do agronegócio paranaense, atrás apenas da soja.
O Estado também lidera os embarques brasileiros de carne de frango, com participação de cerca de 40% nas exportações nacionais. Somente em junho, o Paraná exportou 199,3 mil toneladas, alta de 48,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
O desempenho acompanha o bom momento da avicultura brasileira. No primeiro semestre de 2026, o Brasil exportou 2,936 milhões de toneladas de carne de frango, o maior volume da série histórica para o período.
Para o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Ilson Romanelli, a liderança do Estado precisa estar acompanhada de competitividade. Ele destaca que, além de produzir mais, é necessário manter atenção aos custos, à eficiência, à sanidade, ao acesso a mercados e à segurança dos produtores.
Apesar dos indicadores positivos, o boletim alerta para desafios dentro da porteira. Mesmo com a recuperação do preço do frango vivo ao longo de 2026, os custos de produção continuam elevados. Além disso, a competitividade da carne de frango em relação à carne suína diminuiu nos últimos meses.
A coordenadora do Observatório de Indicadores da SRP, Tatiana Fiuza, afirma que os dados mostram a força da cadeia avícola paranaense, mas reforçam a necessidade de gestão eficiente. Segundo ela, em um cenário de custos altos e maior variação nos preços, acompanhar indicadores se torna tão importante quanto produzir.
O estudo também aponta que a diversificação dos mercados compradores fortalece a posição do Brasil no comércio internacional, embora o Oriente Médio continue sendo uma região estratégica para as exportações.
Com informações da Sociedade Rural do Paraná.
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