Paranaense é a primeira paciente do Estado a receber coração artificial pelo SUS

Moradora da Região Metropolitana de Curitiba, Andressa Banach passou pelo procedimento após ser considerada incompatível para um transplante cardíaco convencional

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Aos 38 anos, Andressa Fátima Reinaldi Banach tornou-se a primeira paciente do Paraná a receber um coração artificial por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Moradora de São José dos Pinhais, ela foi submetida ao implante do dispositivo de assistência ventricular HeartMate 3 no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após ser diagnosticada com insuficiência cardíaca grave.

A paciente enfrentava uma dilatação progressiva do ventrículo esquerdo, responsável por comprometer a capacidade do coração de bombear sangue adequadamente. Inicialmente, a expectativa era pela realização de um transplante cardíaco, mas exames apontaram incompatibilidade com 99% dos possíveis doadores, devido ao alto grau de sensibilização imunológica adquirido durante gestações anteriores.

Os primeiros sintomas mais graves surgiram após complicações durante a gestação do quinto filho, em 2024. Internada inicialmente no Hospital Angelina Caron, Andressa passou meses em tratamento, mas viu sua condição se agravar a ponto de perder a autonomia para realizar atividades simples do cotidiano e cuidar do bebê recém-nascido.

Em fevereiro deste ano, ela foi encaminhada ao Hospital do Rocio, em Campo Largo, onde uma equipe especializada avaliou alternativas terapêuticas. Com a progressão da doença e a ausência de resposta aos medicamentos, o implante do coração artificial passou a ser considerado a única opção capaz de preservar sua vida.

O procedimento foi realizado em 12 de maio. Após o período inicial de recuperação em São Paulo, Andressa retornou ao Paraná em transporte aeromédico disponibilizado pela Secretaria de Estado da Saúde e seguiu em acompanhamento pós-operatório no Hospital do Rocio, recebendo alta no fim de maio.

O caso representa um avanço importante no acesso a terapias cardíacas de alta complexidade pelo SUS e renova a esperança de pacientes que enfrentam limitações para o transplante convencional. Para Andressa e sua família, o dispositivo significou uma nova oportunidade de retomar a convivência e reconstruir a rotina interrompida pela doença.

Com informações da AEN

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Redação Paiquerê FM News

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