Perícia reproduz ação policial que resultou na morte de jovens após quase quatro anos em Londrina
Reprodução simulada busca esclarecer divergências entre versão oficial e denúncia de execução feita pelas famílias

Quase quatro anos após a morte de dois jovens durante uma ação da Polícia Militar do Paraná, foi realizada nesta terça-feira (5) a reprodução simulada dos fatos no Parque de Exposições Ney Braga. O procedimento pericial, antigamente chamado de reconstituição criminal, busca esclarecer as divergências entre a versão oficial de confronto armado e a denúncia de execução apresentada pelas famílias das vítimas.
Durante a ação, o único sobrevivente da ocorrência detalhou a versão sobre os disparos registrados em maio de 2022. Em seguida, os policiais envolvidos apresentaram os relatos de forma individual. Segundo familiares, o depoimento da testemunha permanece o mesmo desde o dia do caso. “Depois de quatro anos, não mudou uma vírgula”, afirmou Hayda Melo, mãe de uma das vítimas.
A diligência ocorreu sob forte esquema de segurança. Para garantir a tranquilidade da testemunha principal, os policiais não permaneceram no local durante o depoimento. Também houve tensão quanto à presença dos familiares, que foram retirados após alegações de risco por parte dos agentes.
A defesa das famílias acredita que a análise técnica da perícia, especialmente com o posicionamento dos veículos envolvidos, pode evidenciar contradições nas versões apresentadas. A investigação segue em andamento e deve utilizar os dados coletados na reprodução simulada para auxiliar na conclusão do inquérito.

