Pirarucu vira invasor e tem pesca liberada no Pantanal

O Pirarucu passou a ser considerado espécie invasora fora da Amazônia, levando o Ibama a liberar sua pesca em regiões como o Pantanal. A medida permite captura sem limite de tamanho ou quantidade e busca conter o avanço do peixe, que ameaça o equilíbrio ambiental

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Reprodução: Wikipédia

Conhecido pelo tamanho impressionante, o Pirarucu agora virou motivo de preocupação ambiental fora da Amazônia. Em regiões como o Pantanal, o peixe passou a ser tratado como espécie invasora, o que levou o Ibama a autorizar sua pesca sem restrições específicas como forma de controle populacional.

O problema está no papel do pirarucu dentro do ecossistema. Como predador de topo, ele se alimenta de várias espécies menores e interfere diretamente no equilíbrio ambiental. Fora de sua região de origem, o peixe praticamente não encontra predadores naturais, o que favorece uma reprodução acelerada e aumenta o risco para espécies nativas.

A presença do pirarucu já foi registrada em rios da Bacia do Paraguai, incluindo áreas do Pantanal, e especialistas apontam que a expansão está ligada principalmente à criação em cativeiro fora da Amazônia. Em muitos casos, os animais escapam ou são introduzidos em novos ambientes, facilitando a disseminação.

Com a nova regra, a pesca está liberada durante todo o ano nessas regiões, sem limite de captura. Além disso, o peixe não pode ser devolvido à água, devendo ser abatido. A estratégia busca reduzir a população da espécie e minimizar os impactos ambientais que já começam a ser percebidos.

Ao mesmo tempo, a medida abre uma oportunidade econômica para pescadores locais, já que o pirarucu tem alto valor comercial. Porém, há uma restrição: o peixe só pode ser vendido dentro do estado onde foi capturado.

Mesmo com a liberação, especialistas alertam que o problema já está em curso e que a pesca, sozinha, não resolve totalmente a situação. Ainda assim, a ação representa uma tentativa importante de proteger o equilíbrio dos ecossistemas e evitar danos maiores no futuro.

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