Plano nacional debate futuro da pós-graduação e aponta desafios no Brasil
Apenas 0,2% dos brasileiros são mestres ou doutores, segundo dados discutidos pela Capes

Os rumos da pós-graduação no Brasil foram debatidos na primeira reunião da comissão responsável por acompanhar a implantação do VII Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG). O encontro, promovido pela Capes, destacou desafios importantes, como a baixa presença da população no ensino avançado: apenas 1% dos brasileiros com graduação está na pós stricto sensu e somente 0,2% possui título de mestre ou doutor.
O plano, válido para o período de 2025 a 2029, estabelece diretrizes para fortalecer o Sistema Nacional de Pós-Graduação, com foco em temas como equidade, inovação, internacionalização e integração com a educação básica. Também foi ressaltado o papel da Capes, responsável por grande parte das bolsas de mestrado e doutorado no país.
Representando o Fórum Nacional de Pró-Reitores, a professora da UEL Silvia Meletti destacou a importância de planejamento contínuo e avaliação mais ampla dos programas, considerando impactos sociais e econômicos. Segundo ela, o novo plano é estratégico para tornar a pós-graduação mais inclusiva, equilibrada e alinhada às necessidades do país.

