Polícia Científica do Paraná passa a usar tecnologia inédita entre estados para identificar drogas e fraudes
Novo equipamento de Ressonância Magnética Nuclear também poderá analisar medicamentos e detectar adulterações em alimentos e bebidas

A Polícia Científica do Paraná instalou na Seção de Química Forense um espectrômetro de Ressonância Magnética Nuclear, tecnologia que amplia a capacidade de identificação e caracterização de substâncias. Com a aquisição, a instituição se torna a primeira Polícia Científica estadual do Brasil a utilizar o equipamento, que até então era empregado, na perícia oficial brasileira, apenas pela Polícia Federal.
O aparelho poderá ser usado em análises de drogas, novas substâncias psicoativas, medicamentos, solventes e compostos desconhecidos, além de apoiar a investigação de falsificações e adulterações em produtos como vinhos, azeites e bebidas alcoólicas. A tecnologia fornece informações sobre a estrutura molecular das substâncias e complementa os métodos já utilizados nos laboratórios forenses.
O equipamento custou cerca de R$ 2 milhões, com recursos repassados pela Lotopar. A incorporação à rotina pericial ainda depende da validação das metodologias e da capacitação dos profissionais, seguindo critérios de qualidade, confiabilidade e rastreabilidade das análises.
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