Polícia cumpre mandados contra suspeitos de ameaçar estudantes da UEL com mensagens nazistas
Operação realizou seis buscas no Paraná e em São Paulo após publicações em grupo de WhatsApp incentivarem violência contra manifestação no campus universitário.

A Polícia Civil cumpriu seis mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (3), em cidades do Paraná e de São Paulo, durante uma investigação sobre ameaças direcionadas a participantes de um protesto realizado na Universidade Estadual de Londrina (UEL).
A operação foi conduzida pelo setor operacional da 10ª Subdivisão Policial de Londrina. O inquérito apura a divulgação de mensagens em um grupo de WhatsApp que utilizavam imagens e símbolos nazistas, além de conteúdos que incentivavam atos de violência contra a manifestação, incluindo o uso de bombas.
As publicações foram compartilhadas um dia antes do protesto, realizado em 8 de outubro, no campus da UEL, em frente ao Restaurante Universitário (RU). Apesar das ameaças, a manifestação ocorreu sem registros de incidentes.
A investigação considera, entre outros dispositivos legais, a legislação que criminaliza a divulgação de símbolos nazistas e o artigo 286 do Código Penal, que trata da incitação ao crime.
O inquérito foi instaurado após solicitações da 24ª Promotoria de Justiça de Londrina e da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, que encaminharam à Polícia Civil registros das mensagens publicadas no grupo.
Os procedimentos tramitam sob segredo de justiça. Por esse motivo, a Polícia Civil não divulgou informações sobre os locais das diligências nem a identidade dos investigados.
Na época do protesto, a UEL informou que havia preparado um plano de contingência para proteger estudantes, servidores e o patrimônio da instituição. A universidade também destacou que seu regimento proíbe comportamentos que provoquem danos físicos ou psicológicos aos integrantes da comunidade acadêmica.
Em nota, a instituição afirmou que acompanha as investigações e ressaltou os princípios de gestão democrática e pluralidade de ideias. A UEL informou ainda que, conforme as informações disponíveis até o momento, os responsáveis pelas ameaças não fazem parte da comunidade acadêmica.
Com informações da Polícia Civil