Polícia investiga esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado a influenciadores
O influenciador Giliard Vidal dos Santos, de 22 anos, conhecido como “Chefinho” e filho adotivo de Deolane Bezerra, foi alvo de mandado de busca e apreensão em uma operação policial deflagrada nesta quinta-feira (21). A ação, que também resultou na prisão de sua mãe, investiga um esquema milionário de lavagem de dinheiro supostamente ligado à facção criminosa PCC. Nas redes sociais, o jovem acumula mais de 1 milhão de seguidores e costuma ostentar uma vida de luxo e bens de alto padrão

O cerco policial que resultou na prisão da influenciadora Deolane Bezerra nesta quinta-feira (21) também teve como alvo o seu filho mais velho, Giliard Vidal dos Santos. O jovem de 22 anos, popularmente conhecido na internet como “Chefinho”, cumpriu mandado de busca e apreensão durante a operação que apura a atuação de um esquema de lavagem de dinheiro associado ao crime organizado.
Filho adotivo de Deolane, Giliard foi acolhido pela influenciadora quando tinha apenas 1 ano e 7 meses de idade. Hoje, ele é uma figura constante nas publicações da mãe e costuma compartilhar encontros com outros criadores de conteúdo e rotinas em família na internet.
Ostentação e vida de luxo nas redes Com mais de 1 milhão de seguidores nas plataformas digitais, “Chefinho” construiu sua imagem pública baseada na exibição de uma rotina de altíssimo padrão. Seu perfil é alimentado por registros de viagens internacionais, festas luxuosas, helicópteros, joias, passeios de jet ski e, especialmente, veículos superesportivos.
Um dos episódios de maior repercussão envolvendo o jovem ocorreu em abril deste ano, quando ele viralizou nas redes sociais após publicar um vídeo conduzindo uma McLaren pelas ruas e vielas da Rocinha, comunidade da Zona Sul do Rio de Janeiro.
O esquema milionário investigado A operação conduzida pela polícia em São Paulo mira pessoas próximas a Marcola, apontado pelas autoridades como o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo os investigadores, o grupo utilizava uma rede de movimentações complexas para mascarar e circular recursos de origem ilícita sem levantar suspeitas. Entre as táticas do esquema estariam:
Utilização de empresas de fachada e companhias de apostas.
Movimentações financeiras atípicas e cruzadas em contas bancárias.
Atuação e influência nas redes sociais para dissimular a origem do dinheiro.
Durante a ação, além dos mandados de prisão e de busca e apreensão em diversos endereços, os agentes realizaram o bloqueio judicial de bens e de cifras milionárias. As autoridades seguem aprofundando as investigações para detalhar as conexões entre os influenciadores digitais e os integrantes da facção criminosa.

