Polícia investiga se execução em Ibiporã tem relação com agiotagem
A polícia já ouviu o proprietário do veículo furtado e deve colher depoimentos de familiares e testemunhas ao longo da semana. O delegado também não descarta a participação de outras pessoas na ação, já que os suspeitos abandonaram o carro e fugiram

As investigações sobre a execução registrada na tarde de quarta-feira (11), em Ibiporã, já começaram. A Polícia Civil apura se o crime, que vitimou o empresário Marcio Mariano de Souza Filho, de 38 anos, pode ter relação com suposta prática de agiotagem. Marcio era proprietário e sócio de um ferro-velho e oficina às margens da BR-369, onde foi morto enquanto trabalhava. De acordo com a apuração inicial, dois homens chegaram ao local com os rostos cobertos e efetuaram quase 20 disparos contra a vítima — o número exato ainda será confirmado pela perícia. Câmeras de segurança registraram o momento em que os suspeitos desembarcam do veículo e atiram.
Segundo o delegado Vitor Dutra, o carro utilizado no crime, um Gol verde, foi encontrado próximo ao local do crime. O veículo havia sido furtado em Londrina no mesmo dia. A polícia acredita que o automóvel tenha sido levado com o objetivo de ser usado na execução. O carro já passou por perícia, e a Polícia Civil aguarda os resultados de exames papiloscópicos e de DNA para tentar identificar os autores.
Além da atuação no ferro-velho, há informações preliminares de que a vítima também emprestava dinheiro a juros e alugava veículos, circunstâncias que estão sendo analisadas como parte da investigação. A motivação e a autoria do crime ainda não foram definidas. A polícia já ouviu o proprietário do veículo furtado e deve colher depoimentos de familiares e testemunhas ao longo da semana. O delegado também não descarta a participação de outras pessoas na ação, já que os suspeitos abandonaram o carro e fugiram. A Polícia Civil pede que informações que possam contribuir com as investigações sejam repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.

