Policial civil é condenado por desvio de máquinas caça-níqueis em Umuarama
Sentença determina perda do cargo público e pena de 5 anos e 9 meses de prisão por peculato; decisão ainda cabe recurso

Um agente da Polícia Civil do Paraná foi condenado à perda do cargo público e à pena de 5 anos e 9 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de peculato. A sentença também prevê o pagamento de multa de aproximadamente R$ 12,1 mil.
A decisão foi proferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Umuarama, que julgou parcialmente procedente uma ação penal apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, do Ministério Público do Paraná.
O caso é resultado da Operação Alcova, deflagrada em setembro do ano passado contra uma organização criminosa investigada pela exploração de jogos de azar e jogo do bicho em Umuarama.
Segundo a investigação, o policial civil teria se aproveitado das facilidades do cargo para desviar sete máquinas caça-níqueis apreendidas, que deveriam ser encaminhadas ao depósito judicial.
O material foi transportado durante a noite, fora do horário de expediente, em uma viatura descaracterizada, até uma propriedade rural ligada ao grupo criminoso. Posteriormente, uma das máquinas foi encontrada novamente em funcionamento em um dos bares pertencentes à organização.
Outras condenações
Além do policial, a Justiça também condenou um empresário apontado como gestor operacional e financeiro do grupo criminoso, os proprietários de dois bares e o gerente dos equipamentos.
Eles foram condenados pelos crimes de organização criminosa e pela prática de contravenções relacionadas a jogos de azar e jogo do bicho.
As penas variam de 5 anos e 4 meses a 8 anos e 4 meses de prisão, além do pagamento de multas. Segundo a ação, os condenados mantinham pontos estáveis de apostas com máquinas caça-níqueis, equipamentos de apostas e aplicativos de bingo.
A decisão ainda cabe recurso.
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