Policial é afastado após suspeita de receber propina e ajudar detentos
Entre as irregularidades apontadas estão a devolução ilegal de celulares apreendidos, a entrada de aparelhos na carceragem de Bandeirantes e até a omissão diante de crimes, mediante pagamento de propina

Um investigador da Polícia Civil foi alvo de uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na manhã desta quinta-feira (23), no Norte Pioneiro do Paraná. A ação, chamada de “Operação Fim da Trilha”, investiga um suposto esquema de corrupção dentro da 39ª Delegacia Regional de Bandeirantes. As investigações começaram há cerca de dois anos e apontam que o policial já estaria envolvido nas irregularidades há pelo menos três anos. Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, um na casa do suspeito e outro no local de trabalho, nas cidades de Bandeirantes e Cambará, com apoio da Corregedoria.
Segundo o Gaeco, o investigador é suspeito de beneficiar criminosos e detentos, facilitando a atuação de pessoas ligadas a facções. Entre as irregularidades apontadas estão a devolução ilegal de celulares apreendidos, a entrada de aparelhos na carceragem de Bandeirantes e até a omissão diante de crimes, mediante pagamento de propina. As apurações também indicam que o policial recebia dinheiro, inclusive por meio de advogados de suspeitos, para não realizar prisões e “fazer vista grossa” em determinadas situações. Conversas analisadas pelos investigadores reforçariam a existência do esquema ilícito. O agente foi afastado das funções, teve o armamento recolhido e passou a usar tornozeleira eletrônica como medida cautelar. Ele poderá responder por crimes como corrupção ativa e passiva, fraude processual e associação criminosa. O Gaeco informou que as investigações continuam e que o caso teve origem a partir de outras apurações que acabaram revelando o suposto esquema dentro da delegacia.

