Por que o corpo arrepia “do nada”? A ciência explica o reflexo
Arrepios inesperados podem ser provocados por emoções, estresse ou estímulos do sistema nervoso. O fenômeno é uma herança evolutiva e, na maioria dos casos, não indica problema de saúde

Sentir o corpo arrepiar sem frio aparente é uma experiência comum e, muitas vezes, intrigante. Embora pareça algo aleatório, a ciência explica que o arrepio é um reflexo automático, ligado à evolução humana, às emoções e ao funcionamento do sistema nervoso.
O fenômeno ocorre quando pequenos músculos localizados na base dos pelos — chamados músculos eretores da pele — se contraem involuntariamente. Esse mecanismo foi herdado de nossos ancestrais, que possuíam mais pelos no corpo. Ao se eriçarem, os pelos ajudavam a reter calor ou a aumentar o tamanho aparente do corpo diante de ameaças. Hoje, mesmo sem essa utilidade prática, o reflexo permanece ativo.
Apesar de o frio ser o gatilho mais conhecido, ele não é o único. Emoções intensas, como medo, empolgação, nostalgia ou comoção ao ouvir uma música ou assistir a uma cena marcante, também podem provocar arrepios. Nessas situações, o corpo ativa a resposta de “luta ou fuga”, liberando substâncias como a adrenalina, que estimulam o reflexo.
O estresse e a ansiedade do dia a dia também entram nessa equação. Quando o organismo permanece em estado de alerta, o sistema nervoso pode disparar reações físicas mesmo sem um estímulo externo evidente. O arrepio surge, então, como parte desse mecanismo de preparação do corpo para uma possível ameaça.
Há ainda casos em que o arrepio parece não ter motivo algum. Pesquisadores apontam que isso pode estar relacionado a gatilhos emocionais inconscientes, memórias sutis ou pequenas variações hormonais e neurológicas que confundem o organismo e ativam o reflexo sem necessidade real.
Na maioria das vezes, arrepiar “do nada” não representa risco à saúde. No entanto, se os episódios forem muito frequentes e vierem acompanhados de sintomas como tontura, suor excessivo, tremores ou palpitações, a recomendação é buscar avaliação médica para descartar alterações neurológicas ou hormonais.
Mesmo em um mundo moderno e altamente controlado, o arrepio continua sendo um lembrete de que o corpo humano carrega marcas profundas da evolução. É uma reação simples, mas que revela como emoções, memória e biologia ainda se entrelaçam de forma surpreendente no dia a dia.
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