Por que procrastinamos? A resposta está no cérebro

A procrastinação não é apenas falta de disciplina ou preguiça. Estudos em neurociência mostram que o hábito está ligado a um conflito interno entre áreas do cérebro responsáveis pelo prazer imediato e pelo planejamento, o que explica por que adiar tarefas é tão comum — e tão difícil de evitar

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Quem nunca adiou uma tarefa importante dizendo “depois eu faço”? A procrastinação é um comportamento comum e, segundo a ciência, tem mais a ver com o funcionamento do cérebro do que com falta de força de vontade. Pesquisas indicam que o problema nasce de um verdadeiro embate interno entre duas regiões cerebrais.

De um lado está o córtex pré-frontal, responsável pelo planejamento, autocontrole e tomada de decisões voltadas para o futuro. Do outro, o sistema límbico, área ligada às emoções e à busca por prazer imediato. Quando uma tarefa parece chata, difícil ou mal definida, o sistema límbico tende a falar mais alto, empurrando o cérebro para recompensas rápidas, como redes sociais, vídeos ou pequenas distrações.

Esse alívio imediato, no entanto, cobra um preço. Ao adiar compromissos, a ansiedade aumenta e a culpa aparece, criando um ciclo em que a pessoa procrastina para se sentir melhor no presente, mas se sente pior depois. Especialistas apontam que cerca de 20% das pessoas apresentam padrões de procrastinação crônica, com impactos diretos na saúde mental, no desempenho profissional e acadêmico.

Outro mito comum é a ideia de que algumas pessoas “funcionam melhor sob pressão”. Embora prazos apertados possam gerar picos de adrenalina, estudos mostram que quem procrastina com frequência tende a ter pior desempenho ao longo do tempo, além de apresentar mais sintomas de estresse, cansaço e baixa autoestima.

Para os pesquisadores, a chave para reduzir a procrastinação está em ajudar o cérebro a lidar melhor com as tarefas. Dividir grandes obrigações em etapas pequenas e claras, criar recompensas imediatas e reduzir distrações são estratégias que favorecem o córtex pré-frontal. Dormir bem, manter uma rotina de exercícios e cuidar da alimentação também fazem diferença, já que um cérebro cansado perde facilmente a disputa contra o impulso.

Em casos mais intensos, a procrastinação pode estar associada a ansiedade, depressão ou transtornos como o TDAH, e o acompanhamento profissional é recomendado. No geral, a ciência reforça que procrastinar não é um defeito moral, mas um comportamento aprendido — e, como tal, pode ser ajustado com estratégias adequadas.

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