Porto de Paranaguá reforça liderança na exportação de frango congelado
Infraestrutura de frio, energia renovável e investimentos em modernização sustentam o crescimento das operações no terminal paranaense

A liderança do Porto de Paranaguá na exportação nacional de frango congelado ganhou novo impulso nos primeiros cinco meses deste ano. O complexo portuário paranaense registrou forte movimentação do produto, consolidando o Paraná como o principal corredor de escoamento dessa proteína para o mercado internacional.
Um dos fatores que sustentam esse desempenho é a infraestrutura de frio disponível no porto. O terminal conta com 5.280 tomadas elétricas dedicadas a contêineres refrigerados, utilizados para acondicionar proteínas de origem animal e outros produtos que exigem controle de temperatura. Toda a operação de refrigeração é abastecida por energia elétrica de origem renovável, certificada internacionalmente pelo sistema I-REC, que comprova o uso de fontes limpas.
Além da estrutura para contêineres refrigerados, o porto também avança em ações de transição energética. Um projeto-piloto converteu três RTGs, guindastes sobre pneus usados na movimentação de contêineres, de operação a diesel para energia elétrica na área ferroviária. Ao todo, o terminal conta com 40 equipamentos desse tipo em funcionamento, e a iniciativa pode ser ampliada futuramente.
A infraestrutura energética também inclui uma nova subestação do tipo GIS, tecnologia isolada a gás que oferece maior confiabilidade na distribuição elétrica. O terminal, controlado pelo grupo CMPort, já recebeu cerca de R$ 500 milhões em investimentos recentes em expansão e modernização, e um novo ciclo de aportes, estimado em R$ 1,5 bilhão, está em fase de estruturação.
As operações atendem uma das principais cadeias exportadoras do país, com proteínas animais destinadas a mercados da Ásia, América do Norte, Oriente Médio e Europa. Segundo a Portos do Paraná, a modernização da infraestrutura amplia a competitividade do sistema logístico paranaense, com foco em eficiência, sustentabilidade e integração às cadeias globais de comércio.
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