Preço máximo dos medicamentos sofre reajuste e poderá chegar a 5%
Medida da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos visa proteger consumidores e assegurar o fornecimento contínuo de remédios no mercado

A partir desta segunda-feira (31), a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) vai divulgar o novo teto de reajuste para os preços dos medicamentos, o que impactará o valor de remédios vendidos em farmácias e drogarias. O reajuste, que pode chegar a 5%, não implica em aumentos automáticos, mas estabelece um limite máximo que as empresas farmacêuticas, distribuidoras e lojistas devem respeitar ao fixar seus preços.
O valor final será definido com base em fatores como a inflação dos últimos 12 meses, custos de produção (incluindo o câmbio e a tarifa de energia elétrica) e a concorrência no mercado.
A medida foi tomada para evitar aumentos abusivos, ao mesmo tempo que considera a necessidade de compensar perdas do setor farmacêutico com a alta de custos. A CMED visa garantir o acesso dos consumidores aos medicamentos, sem prejudicar o equilíbrio financeiro da indústria.
A lista com os preços máximos permitidos estará disponível no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e qualquer irregularidade poderá ser denunciada pelos consumidores aos órgãos de defesa do consumidor ou diretamente à própria CMED, por meio de um formulário online. A ação busca criar um ambiente mais transparente no mercado, dando aos consumidores ferramentas para se protegerem e ao setor farmacêutico a certeza de que os reajustes se baseiam em critérios justos e regulamentados.

