Preços do feijão reagem no início de 2026 e influenciam decisões no campo paranaense

Alta do feijão carioca anima produtores, enquanto cenário do feijão-preto ainda inspira cautela, aponta boletim do Deral

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Foto: Arquivo / SEAB

O Boletim Conjuntural divulgado nesta semana pelo Departamento de Economia Rural, ligado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, indica uma recuperação nos preços do feijão no início de 2026, com impactos diretos sobre o planejamento dos produtores no Paraná. O destaque é o feijão carioca, cuja cotação média alcançou R$ 221,39 a saca, chegando a R$ 230 em algumas regiões, alta de 14% em relação a dezembro e acima dos valores registrados no mesmo período do ano passado.

Em contrapartida, o feijão-preto, embora tenha apresentado leve valorização frente ao mês anterior, segue com preços mais baixos na comparação anual, cotado em média a R$ 144,76 por saca, cerca de 16% inferior a janeiro de 2025. Esse comportamento desigual entre os tipos comercializados influencia as intenções de plantio e reforça a cautela dos produtores, especialmente diante dos custos de produção e da volatilidade do mercado.

No campo, a safra das águas já teve 72% da área colhida no Estado, com produtividade próxima ao esperado, mas afetada pelo frio registrado até novembro, que atrasou o ciclo das lavouras. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que o Paraná deve responder por quase 20% da produção nacional na primeira safra e mais de 40% na segunda, mantendo a liderança brasileira no cultivo do feijão e confirmando a relevância do Estado no abastecimento interno.

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Redação Paiquerê FM News

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