Prefeitura de Londrina leva pavimentação asfáltica para a Estrada do Rezende, na zona rural do município
A grande novidade aplicada na Estrada do Rezende foi o uso de estabilizador de solo, um produto químico aplicado diretamente na terra, após diluição, que compacta o chão de terra. Essa etapa foi executada mediante a aquisição do produto, feita pelos próprios moradores da região e com custo dividido entre eles

A Estrada do Rezende, localizada no Patrimônio Regina, pode ser pioneira de um novo modelo de recuperação das estradas rurais de Londrina. Na quinta-feira (05), o prefeito Tiago Amaral (PSD) assinou a ordem de serviço que autoriza o início dos serviços de microrrevestimento asfáltico a frio em uma extensão de 2,57 quilômetros da estrada, a serem realizados pelo Consórcio Público Intermunicipal de Inovação e Desenvolvimento do Estado do Paraná, o Cindepar. Os trabalhos vão iniciar logo após o recesso de Carnaval, com conclusão estimada em, no máximo, 60 dias.
A grande novidade aplicada na Estrada do Rezende foi o uso de estabilizador de solo, um produto químico aplicado diretamente na terra, após diluição, que compacta o chão de terra. Essa etapa foi executada mediante a aquisição do produto, feita pelos próprios moradores da região e com custo dividido entre eles. A Prefeitura de Londrina autorizou a intervenção, já que trata-se de uma estrada municipal e, agora, com a rigidez adequada, a área vai receber a pavimentação.
A equipe da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (SMAA) iniciou a preparação do trecho com patrolagem, para remover sujeiras, corrigir irregularidades e nivelar o solo. A instalação do sistema de drenagem está na reta final, e também será finalizada nos próximos dias. Para aplicação do microrrevestimento asfáltico, a Prefeitura de Londrina está investindo R$ 391.400,00 em recursos próprios, para atender com pavimentação uma área total de 12.850m². A escolha do Cindepar, consórcio do qual o Município faz parte, trouxe economicidade aos cofres públicos, por conta dos preços fixados aos consorciados para uso da Usina Móvel. Além disso, o microrrevestimento a frio tem como vantagens a rápida aplicação e baixo tempo de cura, melhora da aderência da superfície, proteção contra infiltração de água, redução de poeira e formação de buracos, e o custo baixo quando comparado a outras técnicas.
Para o prefeito de Londrina, Tiago Amaral, a expectativa é poder replicar com sucesso, em outros pontos da cidade, o preparo da estrada bruta com o estabilizador para, na sequência, aplicar o revestimento asfáltico. “Estou muito feliz por conseguirmos tocar para frente um projeto que tem tudo para ser uma grande alternativa para as nossas estradas rurais, principalmente, que é essa estratégia de fazer um trabalho de base com sistema estabilizador, que é muito moderno, e colocar por cima desse sistema o microrrevestimento. Vai ser fantástico e tem tudo para revolucionar o sistema de pavimentação. É um asfalto a frio, que custa muito mais barato, mas com resultado igualmente bom”, analisou.
Tiago enfatizou que, além de mais rápido, esse processo também acaba sendo muito mais econômico que o método tradicional de preparo da base asfáltica e, também, de pavimentação. “O que nós descobrimos é que temos um material com um custo que pode ser bem mais baixo do que o asfalto, e que pode trazer um resultado praticamente igual ao resultado de um asfalto CBUQ, que custa pelo menos três vezes mais. Pelo que já vi, em Londrina é a primeira vez, mas já virou a realidade em muitas outras cidades e regiões do Brasil. Tenho certeza que vai dar certo, mas falei para o nosso time que a missão deles é acompanhar de perto. Porque se der certo, a gente pode estar diante de uma fórmula que vai revolucionar o jeito da gente cuidar das nossas estradas rurais”, reforçou.
De acordo com o diretor executivo do Cindepar, Rafael Cortez, as condições climáticas são o principal fator a definir o prazo da pavimentação. Embora, em contrato, o período seja definido em 60 dias, há grandes chances de que a obra seja concluída com antecedência. “O trabalho em si não é muito demorado, a gente estima que em no máximo duas semanas consiga finalizar. Temos a preocupação com o clima, porque a gente precisa da estabilidade. E como nós estamos em um mês que tem um pouco mais de chuva, por conta do verão, isso pode dar uma pequena alterada no cronograma. Mas não muito, porque o tempo de cura é de 24 horas, então dá para fazer um dia e parar no outro, sem prejudicar muito o cronograma”, detalhou.
Cortez acrescentou que o maquinário do Cindepar a ser utilizado na pavimentação da Estrada do Rezende inclui um caminhado acoplado a uma usina. “Essa usina vem distribuindo o material e já faz o acabamento, então é um serviço rápido e dinâmico. É uma parte bem inovadora que o prefeito Tiago Amaral tem trazido para resolver o problema das estradas rurais de Londrina. E quando a gente leva o asfalto a essas pessoas, traz um pouco mais de acesso à segurança, à saúde e à parte escolar também, com mais dignidade, tranquilidade e respeito para esses moradores, que tanto precisam”, frisou. Com informações do N.Com.

