Prefeitura de Londrina planeja mudanças na cobrança da taxa de lixo e projeta reajuste de 25% para 2027

Projeto em tramitação na Câmara Municipal quer modernizar critérios de cálculo e avalia futura unificação da cobrança com a conta de água e esgoto.

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Foto: Vivian Honorato / Arquivo

A Prefeitura de Londrina encaminhou para análise da Câmara Municipal um projeto de reformulação na cobrança da taxa de coleta de lixo. A proposta altera a lógica de definição dos valores cobrados da população, passando a projetar os custos futuros dos serviços prestados em vez de replicar apenas as despesas do exercício anterior.

De acordo com o secretário municipal da Fazenda, Eder Pires, o modelo atual gera defasagem financeira para o município. Entre novembro de 2024 e outubro de 2025, os custos operacionais do serviço na cidade totalizaram R$ 71 milhões, montante superior ao que foi efetivamente arrecadado com as taxas pagas pelos contribuintes.

Para corrigir essa distorção e equilibrar as contas públicas, a gestão municipal estima um reajuste real na ordem de 25% na tarifa a partir de 2027. O secretário explica que o percentual busca cobrir o incremento nas despesas e acompanhar as atualizações contratuais e estruturais do sistema de limpeza urbana.

Além da recomposição tarifária, o projeto propõe uma modernização ampla na metodologia de cobrança. Atualmente, o cálculo considera apenas a frequência da coleta na via pública. Caso a proposta seja aprovada pelos vereadores, novos critérios poderão entrar em pauta, como o nível de renda por região e a quantidade de resíduos gerados.

O objetivo principal dessas mudanças é tornar o sistema mais justo e proporcional, atenuando o impacto financeiro para famílias que residem em áreas de maior vulnerabilidade social. A Prefeitura avalia tecnicamente a viabilidade de aplicar uma tabela diferenciada, alinhando a tarifa ao volume real de lixo produzido por cada grupo ou localidade.

No entanto, a implementação dessas novidades depende do crivo do Poder Legislativo. O projeto está atualmente em tramitação nas comissões da Câmara de Vereadores, onde recebe emendas e debates técnicos antes de ser votado em plenário.

Quanto à forma de arrecadação, o secretário esclarece que, em 2027, a taxa de lixo continuará sendo cobrada conjuntamente com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Não haverá alterações imediatas nesse formato para o próximo ano.

Contudo, a administração municipal já estuda parcerias de longo prazo para os anos seguintes. A proposta em análise avalia a possibilidade de vincular a cobrança da taxa de lixo às faturas de água e esgoto da Sanepar, aproveitando estudos técnicos que apontam correlação direta entre o consumo hídrico e a produção de resíduos sólidos.

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Redação Paiquerê FM News

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