Presidente confirma reunião fora da agenda com ex-banqueiro e aborda investigações no STF

Durante sabatina, chefe do Executivo detalhou conversas mantidas com o ex-controlador do Banco Master no Palácio do Planalto e pontuou que autoridades sob suspeita devem responder perante a lei.

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Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou publicamente ter mantido uma reunião no Palácio do Planalto com Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master. O encontro, que ocorreu em dezembro de 2024, não constava inicialmente nos registros oficiais de compromissos da Presidência da República.

De acordo com o relato presidencial, o diálogo durou aproximadamente trinta minutos. Na ocasião, o empresário compareceu acompanhado por terceiros para reclamar de uma suposta perseguição institucional voltada contra a sua instituição financeira.

Lula afirmou ter respondido que o conglomerado bancário passaria por análises rigorosas, nos mesmos moldes aplicados a qualquer outra entidade do mercado. O mandatário ressaltou que o governo federal não atua com o propósito de fechar bancos, mas impõe como condição obrigatória o cumprimento estrito das normativas vigentes.

A articulação para a audiência contou com a intermediação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Estiveram presentes também na ocasião o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e Gabriel Galípolo, indicado na época para assumir a presidência do Banco Central.

O episódio ganhou forte repercussão política devido ao avanço das apurações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Banco Central sobre as operações do banco. O desdobramento culminou posteriormente na decretação de liquidação da empresa e na prisão do banqueiro.

Durante a mesma entrevista, o chefe do Executivo aproveitou para comentar o cenário de instabilidade institucional envolvendo membros do Poder Judiciário. Ele defendeu que autoridades de cúpula devem ser submetidas a rigorosas apurações caso haja indícios de irregularidades.

Citando nominalmente ministros do Supremo Tribunal Federal, o presidente reforçou que o cumprimento da Constituição deve valer de maneira igualitária para todos os cidadãos. Para ele, nenhum agente público está imune ao crivo da lei e da verdade.

A revelação e a confirmação direta do encontro reforçam o escrutínio em torno das relações entre o alto escalão do governo e os personagens centrais de investigações financeiras bilionárias. A oposição tem utilizado o caso para cobrar maior transparência sobre os acessos e reuniões ocultas na sede do governo federal.

Com informações da Revista Oeste

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Redação Paiquerê FM News

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