Professores da Universidade Estadual de Londrina aprovam paralisação e indicativo de greve
Categoria reivindica reposição salarial e participará de ato em Curitiba; nova assembleia no dia 19 pode definir greve por tempo indeterminado

Docentes da UEL decidiram, em assembleia realizada na quarta-feira (25), paralisar as atividades no dia 17 de março. A categoria também aprovou indicativo de greve e marcou nova reunião para o dia 19, quando poderá deliberar sobre uma paralisação por tempo indeterminado. A principal reivindicação é a reposição salarial. De acordo com Lorena Ferreira, presidente do Sindiprol/Aduel, a defasagem acumulada pela inflação nos últimos dez anos deve chegar a 52% entre abril e maio. No dia 17, os professores pretendem participar de ato em Curitiba, junto a outras categorias do funcionalismo estadual.
Uma reunião entre representantes sindicais e o Governo do Estado, envolvendo a Casa Civil e a Secretaria da Fazenda, está prevista para sexta-feira (27), na tentativa de avançar nas negociações. Segundo o sindicato, o indicativo de greve é um instrumento de pressão e não significa deflagração imediata do movimento. Os servidores técnico-administrativos da universidade, representados pelo Assuel, também negociam recomposição salarial, com perdas estimadas em mais de 50%. A pró-reitora de Graduação da UEL, Ana Márcia Fernandes Tucci de Carvalho, informou que o calendário letivo de 2026 segue regular e alinhado ao ano civil. A recepção aos novos alunos no dia 2 de março está mantida.

