Quatro formas comprovadas de ajudar o corpo a se desintoxicar, segundo a ciência

Especialistas afirmam que dietas detox restritivas não têm comprovação científica. Em vez disso, hábitos simples como consumir fibras, beber água, dormir bem e praticar exercícios ajudam os próprios sistemas naturais do corpo a eliminar toxinas

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Após períodos de excessos alimentares, é comum que muitas pessoas recorram a dietas “detox” para tentar limpar o organismo. No entanto, especialistas alertam que jejuns à base de sucos ou regimes extremamente restritivos têm pouca ou nenhuma evidência científica. O corpo humano já conta com mecanismos altamente eficientes de desintoxicação, conduzidos principalmente pelo fígado, rins, pulmões e cérebro.

Em vez de soluções rápidas, a ciência aponta práticas simples e sustentáveis que ajudam esses órgãos a funcionar melhor no dia a dia. Confira quatro formas comprovadas de auxiliar o processo natural de desintoxicação do organismo.

1. Consumo adequado de fibras
Estudos mostram que grande parte da população consome menos da metade da quantidade recomendada de fibras diariamente. As fibras aumentam o volume das fezes, aceleram o trânsito intestinal e reduzem o tempo de contato de substâncias nocivas com o intestino. Pesquisas indicam ainda que elas podem se ligar a metais tóxicos, como chumbo e arsênio, facilitando sua eliminação, além de ajudarem na remoção de ácidos biliares, contribuindo para a redução do colesterol. Frutas, verduras, legumes, grãos integrais, leguminosas e sementes são as principais fontes.

2. Hidratação suficiente
A água é essencial para que rins e fígado filtrem e eliminem resíduos como ureia e excesso de sais. Mesmo uma desidratação leve pode comprometer esse processo e aumentar o risco de problemas renais ao longo do tempo. Para a maioria das pessoas, cerca de 1,5 a 1,8 litro de líquidos por dia é considerado adequado. Água, chás, café sem açúcar e leite com baixo teor de gordura contribuem para essa ingestão. A boa hidratação também está associada à redução do risco de cálculos renais.

3. Cuidado com os pulmões
Produtos que prometem “limpar os pulmões” rapidamente não têm respaldo científico e podem ser prejudiciais, segundo a Associação Americana do Pulmão. A melhor forma de favorecer a limpeza natural do sistema respiratório é evitar poluentes: não fumar, evitar o cigarro eletrônico e reduzir a exposição à fumaça passiva. Manter ambientes internos bem ventilados e praticar exercícios aeróbicos também contribuem para fortalecer os pulmões e reduzir inflamações.

4. Sono de qualidade
Durante o sono, o cérebro ativa um sistema de limpeza que remove resíduos metabólicos acumulados ao longo do dia. Esse processo elimina proteínas e substâncias potencialmente tóxicas associadas a doenças neurodegenerativas. A privação de sono prejudica essa função e pode afetar memória, concentração e julgamento. Em média, especialistas recomendam cerca de sete horas de sono por noite, embora essa necessidade varie de pessoa para pessoa.

A atividade física também exerce papel importante, mas não pelo suor, como muitos acreditam. O exercício melhora a circulação sanguínea, aumenta o fluxo para fígado e rins e ajuda esses órgãos a filtrar resíduos com mais eficiência. Caminhadas, ciclismo, natação, jardinagem e até tarefas domésticas contribuem para esses benefícios.

Especialistas reforçam que mudanças pontuais trazem efeitos limitados. Os melhores resultados para a saúde vêm da adoção contínua de hábitos baseados em evidências científicas, como alimentação equilibrada, hidratação adequada, prática regular de exercícios e sono de qualidade.

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