Reforma Tributária exige revisão de custos, preços e margens antes de 2027

Nova arquitetura tributária pode afetar diretamente a lucratividade e a competitividade das empresas durante o período de transição

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Foto: Reprodução

A Reforma Tributária já começou a mudar o ambiente empresarial e deve exigir atenção redobrada das empresas antes de 2027. A publicação do cronograma prático da reforma foi publicada no Diário Oficial da União em 31 de julho. Embora a transição para o novo sistema ocorra de forma gradual, 2026 deve ser usado como um período de diagnóstico, planejamento e adaptação.

Entre os principais pontos de atenção estão os impactos sobre custos, formação de preços, margens de lucro, contratos e fluxo de caixa. A substituição gradual de PIS, COFINS, ICMS e ISS pela CBS e pelo IBS não representa apenas uma mudança na forma de recolhimento de tributos, mas também altera a lógica de incidência e de aproveitamento de créditos ao longo da cadeia produtiva.

Na prática, empresas de um mesmo setor poderão sentir efeitos diferentes, dependendo da estrutura de custos, da relação com fornecedores, dos insumos utilizados e da capacidade de geração de créditos tributários.

Um dos principais impactos deve ocorrer na formação de preços. Com a nova sistemática, a CBS e o IBS serão calculados “por fora”, o que pode exigir a revisão dos métodos atualmente utilizados pelas empresas. A manutenção dos modelos atuais de precificação pode fazer com que parte do impacto tributário seja absorvida pelo próprio negócio, reduzindo margens e afetando a competitividade.

“A Reforma Tributária não permite conclusões genéricas, razão pela qual a alíquota nominal, isoladamente considerada, não é suficiente para identificar o impacto econômico sobre uma empresa”, explica Luis Eduardo Neto, sócio fundador e responsável pela área Tributária do NMP Advogados.

A relação com fornecedores e os contratos de longa duração também deve ser observada com atenção. A ampliação do creditamento pode modificar a composição econômica de algumas operações, enquanto mudanças na carga tributária e a implementação do split payment podem afetar acordos firmados sob regras fiscais anteriores.

Diante desse cenário, especialistas recomendam que a preparação não seja deixada para 2027. Entre as medidas indicadas estão a revisão da estrutura de custos, o mapeamento de créditos que poderão ser aproveitados, a análise de contratos com vigência futura, a avaliação dos créditos de PIS e COFINS já existentes e a realização de simulações sobre os efeitos da transição.

“Esperar 2027 para começar a avaliar os efeitos da Reforma pode significar perder tempo precioso para adaptar processos, revisar contratos, recalcular preços e entender os impactos sobre o caixa. O momento de diagnóstico é agora”, afirma o advogado.

A discussão sobre o tema também será abordada em Londrina no dia 4 de agosto, durante o evento “Reforma Tributária – Prepare sua empresa para 2027”, promovido pelo NMP Advogados no Aurora Shopping. O encontro reunirá especialistas para tratar dos efeitos práticos da nova tributação sobre faturamento, custos, margens e sustentabilidade dos negócios.

A Reforma Tributária deve ser analisada não apenas como uma mudança fiscal, mas como uma transformação com reflexos diretos na gestão das empresas. Antecipar decisões pode ser decisivo para preservar a lucratividade e manter a competitividade durante o período de transição.

Com informações da assessoria de imprensa

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Redação Paiquerê FM News

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