Samu passa a atender todos os municípios do Paraná e amplia estrutura de urgência
Serviço foi universalizado no Estado com expansão de bases, integração tecnológica, reforço de frota e capacitação das equipes

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) passou a atuar nos 399 municípios do Paraná, consolidando a cobertura estadual para atendimentos de urgência e emergência. Segundo o Governo do Estado, em 2019 a rede regionalizada alcançava 68% do território paranaense, com vazios assistenciais em diferentes regiões. A ampliação foi coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde, com foco em tecnologia, expansão de bases e reforço das unidades de suporte avançado.
Um dos principais avanços foi a implantação do Sistema Care, que unificou o atendimento telefônico e a regulação médica em todo o Paraná. Com a integração, o Samu deixou de operar de forma fragmentada e passou a funcionar como uma rede estadual conectada. Em 2019, foram registradas 772.931 ligações. Já em 2025, a rede consolidada gerenciou 1.245.276 ligações reguladas. Neste ano, até meados de junho, foram 580.438 chamadas recebidas.
A regionalização também reorganizou o atendimento em pontos estratégicos. O Samu Metropolitano, que atende Curitiba e Região Metropolitana, liderou o volume operacional em 2025, com 403.129 atendimentos regulados. A região Norte, com central em Londrina, aparece em seguida, com 194.540 atendimentos. O Estado também entregou um novo Complexo Regulador em Londrina, responsável por unificar os atendimentos de urgência da região Norte.
Outro marco foi a incorporação do medicamento Tenecteplase, utilizado em casos de AVC isquêmico e infarto agudo do miocárdio ainda no atendimento pré-hospitalar. Atualmente, o medicamento está disponível em 59 ambulâncias de suporte avançado e em seis aeronaves de urgência. Desde o início do programa, mais de 1.800 ampolas foram utilizadas, em um investimento superior a R$ 15 milhões.
Nos últimos anos, novas bases estratégicas foram implantadas em municípios como União da Vitória, São Mateus do Sul, Irati, Telêmaco Borba, Colombo, Palmeira, Jaguariaíva, Prudentópolis, Pitanga, Laranjeiras do Sul e Fazenda Rio Grande. A rede também recebeu reforço na capacitação, com mais de mil profissionais certificados internacionalmente em atendimento avançado de urgências clínicas. O custeio mensal do Estado para manutenção das unidades avançadas passou de R$ 5,71 milhões, em 2020, para mais de R$ 9,13 milhões em junho de 2026.
O Paraná também prepara a operação de uma aeronave biturbina com capacidade para missões noturnas e voos por instrumentos, o que deve ampliar a cobertura do resgate aéreo para 24 horas. Segundo a Secretaria da Saúde, a medida representa mais um avanço na estrutura de resposta rápida e atendimento especializado à população paranaense.
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