Sedentarismo é o hábito que mais enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas, alertam médicos
Especialistas afirmam que ficar muito tempo parado é um dos principais fatores de perda de massa óssea. Estudos mostram que a falta de movimento, aliada à baixa exposição ao sol, contribui para o avanço silencioso da osteoporose e eleva o risco de fraturas

Quando o assunto é saúde óssea, muita gente associa a osteoporose apenas ao envelhecimento ou à falta de cálcio. No entanto, médicos alertam que um hábito comum no dia a dia tem impacto ainda mais prejudicial: o sedentarismo. Passar longos períodos sentado ou sem atividade física faz com que o corpo reduza o estímulo para manter os ossos fortes.
De acordo com especialistas em ortopedia e medicina esportiva, os ossos precisam de impacto e carga para se manterem resistentes. Sem esse estímulo, a densidade óssea diminui gradualmente, aumentando o risco de fraturas. Estudos da Fundação Internacional de Osteoporose indicam que pessoas fisicamente ativas preservam melhor a massa óssea ao longo da vida.
Pesquisas publicadas em revistas científicas mostram que atividades simples, como caminhar, subir escadas e exercícios com o peso do próprio corpo, já ajudam a reduzir o risco de fraturas, especialmente entre idosos. Trabalhos conduzidos pela Universidade de Harvard apontam que exercícios de impacto moderado e musculação leve fortalecem os ossos mesmo em idades mais avançadas.
Outro fator que pesa contra a saúde óssea é a baixa exposição ao sol. A Organização Mundial da Saúde explica que a luz solar é essencial para a produção de vitamina D, nutriente fundamental para a absorção do cálcio. Sem níveis adequados de vitamina D, o organismo não aproveita corretamente o cálcio ingerido, o que acelera o enfraquecimento dos ossos.
A osteoporose é considerada uma doença silenciosa porque, na maioria dos casos, não apresenta sintomas iniciais. Dados da Fundação Internacional de Osteoporose mostram que muitas pessoas descobrem o problema apenas após uma fratura decorrente de quedas leves. Quadril, coluna e punhos estão entre as regiões mais afetadas.
Além do sedentarismo, médicos alertam que hábitos como consumo excessivo de refrigerantes, ingestão frequente de álcool e tabagismo também prejudicam a saúde óssea. Pesquisas do National Institutes of Health indicam que essas práticas podem interferir na absorção de cálcio e no metabolismo dos ossos ao longo do tempo.
Para especialistas, a principal mensagem é clara: movimentar-se regularmente, buscar exposição solar moderada e adotar hábitos saudáveis são medidas simples que ajudam a proteger os ossos e reduzir o risco de fraturas ao longo da vida.

