Sesa alerta para risco de leptospirose com chegada do outono e aumento das chuvas
Mesmo com queda nos casos, doença segue sendo preocupação em períodos de alagamentos

Com a transição do verão para o outono e a previsão de chuvas acima da média, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforçou o alerta para a prevenção da leptospirose no Paraná. A doença é transmitida pelo contato com água ou lama contaminada pela urina de animais infectados, principalmente ratos, e o risco aumenta em situações de enchentes e acúmulo de lixo. Apesar da redução nos registros — de 116 para 45 casos entre janeiro e março, além da queda nos óbitos — o cuidado continua sendo essencial.
Os sintomas podem surgir entre 7 e 14 dias após a exposição e incluem febre alta, dor de cabeça, dores musculares intensas (principalmente na panturrilha), náuseas e mal-estar, podendo ser confundidos com outras doenças. A Sesa orienta evitar contato com água de alagamentos e, caso seja inevitável, utilizar equipamentos de proteção como botas e luvas, além de higienizar bem o corpo após a exposição.
A prevenção também passa pelo controle de roedores e descarte correto do lixo. Em caso de sintomas após contato com áreas de risco, a recomendação é procurar atendimento médico imediato. A leptospirose tem tratamento, mas o diagnóstico tardio pode agravar o quadro e levar à morte.

