Simepar explica como tornados são identificados, classificados e monitorados no Paraná
Confirmação de um tornado exige análise de radares, imagens, relatos e danos em campo; intensidade é determinada pela Escala Fujita, de F0 a F5
- Por Redação Paiquerê FM News
- 14/08/2026 15:13

A identificação oficial de um tornado no Paraná envolve uma série de análises técnicas realizadas pelo Simepar. Registros feitos pela população e relatos encaminhados à Defesa Civil são confrontados com dados de radares meteorológicos, satélites e outros equipamentos. Depois de confirmada a ocorrência, começa a etapa de classificação da intensidade, que considera o padrão e o grau dos danos em árvores, edificações, postes, estruturas metálicas e outros elementos. O trabalho também permite diferenciar tornados de fenômenos como downbursts. Equipes podem realizar levantamentos de campo, utilizar drones e aerolevantamentos e comparar imagens de satélite antes e depois do evento. Ao final, é produzido um laudo meteorológico com a classificação do fenômeno na Escala Fujita, de F0 a F5.
Leia Também
Segundo o Simepar, apesar de ser possível identificar com algumas horas de antecedência condições favoráveis à formação de tempestades severas com potencial tornádico, não é possível determinar antecipadamente com precisão se uma tempestade específica produzirá um tornado e exatamente onde ele ocorrerá. Por isso, o monitoramento é realizado 24 horas por dia. Quando o risco aumenta, o Simepar comunica a Defesa Civil, responsável pelos alertas à população. Os avisos podem evoluir conforme a gravidade da situação, chegando ao alerta vermelho quando o risco é considerado muito alto. Em situações extremas, o sistema Defesa Civil Alerta utiliza a tecnologia Cell Broadcast para enviar a mensagem diretamente aos celulares, independentemente de cadastro.
Com informações do Simepar.
LEIA TAMBÉM: