Sobe para 589 o número de mortos por terremotos na Venezuela enquanto milhares seguem desaparecidos
Balanço oficial atualizado aponta quase 3 mil feridos e novo abalo de magnitude 5 volta a assustar o país; Itamaraty confirma assistência a brasileiros afetados

O Ministério da Saúde da Venezuela confirmou, nesta sexta-feira (26/06), que o total de mortes decorrentes dos severos terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24/06) subiu para 589. O balanço governamental aponta ainda que quase 3 mil pessoas foram feridas pelas estruturas que colapsaram. Embora o governo venezuelano ainda não tenha consolidado uma lista oficial de desaparecidos, iniciativas criadas por organizações da sociedade civil para coordenar os resgates estimam que entre 30 mil e 40 mil cidadãos continuam com o paradeiro desconhecido.
A tragédia teve origem no estado de Yaracuy, epicentro de dois tremores sequenciais e extremamente violentos: o primeiro com magnitude de 7,2 e o segundo, ocorrido apenas 39 segundos depois, alcançando 7,5 graus. A combinação dos abalos gerou uma onda de destruição que castigou severamente a capital, Caracas, e o estado litorâneo de La Guaira. O clima de tensão na região foi renovado na quinta-feira (25/06) com o registro de um novo abalo sísmico de magnitude 5 na escala Richter, que, segundo boletins oficiais, felizmente não provocou novos danos materiais expressivos.
Diante do cenário de calamidade pública, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) emitiu uma nota informando que acompanha a situação de perto e já está prestando o suporte consular necessário aos familiares das vítimas. No entanto, por questões de privacidade e segurança, o órgão diplomático brasileiro optou por não divulgar a identidade ou o número exato de cidadãos nacionais que possam ter sido diretamente afetados pelo desastre.
O foco das autoridades locais e dos voluntários permanece inteiramente voltado para as operações de busca e salvamento em meio aos escombros, correndo contra o tempo para localizar sobreviventes. A infraestrutura de comunicação e saúde do país opera em capacidade máxima, enquanto a comunidade internacional começa a mobilizar ajuda humanitária para auxiliar a Venezuela no gerenciamento da crise e na futura reconstrução das áreas devastadas.
Com informações do Metrópoles
