Socorrista do Samu recebe alta nove dias após grave acidente na PR-170
Marcos Luis da Silva passou por cirurgia no quadril e ficou internado na UTI após colisão envolvendo três veículos, em Apucarana; profissional seguirá a recuperação em casa.

O socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Arapongas, Marcos Luis da Silva, recebeu alta hospitalar nesta segunda-feira (12), nove dias depois de sobreviver a um grave acidente de trânsito na PR-170, no Contorno Norte de Apucarana, no norte do Paraná.
Na saída do Hospital da Providência, ele foi recebido por colegas de trabalho. Em seguida, retornou para casa, no município de Cambira, onde dará continuidade à recuperação.
O acidente aconteceu na noite de 3 de outubro, nas proximidades do espaço Kawaii Eventos. Marcos dirigia um Chevrolet Corsa e voltava do plantão quando houve uma colisão frontal com um Citroën C4. Uma van também se envolveu na ocorrência.
Com a força do impacto, o socorrista ficou preso às ferragens e precisou ser retirado por equipes do Corpo de Bombeiros e da concessionária Motiva Paraná.
Em entrevista, Marcos relatou que o acidente teria sido provocado por uma ultrapassagem imprudente do motorista do Citroën. Segundo ele, ao perceber o veículo vindo na direção contrária durante uma curva, tentou desviar, mas o outro carro acabou atingindo o Corsa de frente.
O motorista da van sofreu ferimentos no braço, enquanto o condutor do Citroën recebeu atendimento do Samu no local.
Marcos sofreu diversas fraturas, incluindo quatro costelas, a mão esquerda, o esterno e o acetábulo, estrutura óssea do quadril que abriga a articulação com o fêmur. Ele permaneceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) até a tarde da terça-feira seguinte ao acidente.
Na quinta-feira, o profissional passou por uma cirurgia complexa no quadril, com a colocação de placas e parafusos. Apesar da alta, a recuperação deverá ser prolongada, mantendo-o afastado temporariamente das atividades profissionais.
O socorrista também lamentou que, segundo seu relato, o motorista do Citroën não tenha procurado a família para oferecer apoio após a colisão. Mesmo diante das dificuldades, Marcos atribuiu sua sobrevivência às orações e à mobilização de pessoas de Apucarana e Arapongas.
Com informações do TN Online