STF mantém prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro
Vorcaro foi preso em 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, e transferido para a Penitenciária Federal de Brasília

Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, teve sua prisão preventiva mantida nesta sexta-feira (13) pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento, os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques votaram a favor da manutenção da medida; o voto do ministro Gilmar Mendes deve ser registrado até a próxima sexta-feira (20). Vorcaro foi preso em 4 de março, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, e transferido para a Penitenciária Federal de Brasília. O relator do caso, André Mendonça, autorizou a prisão após receber informações da Polícia Federal do Brasil sobre suposto monitoramento e intimidação de pessoas por Vorcaro.
O ministro Mendonça rejeitou argumentos da defesa de que um grupo de mensagens no WhatsApp, chamado “A Turma”, fosse inofensivo. Ele afirmou que o grupo funcionava sob liderança de Vorcaro e tinha “natureza violenta”, com indícios de ameaças a terceiros. Participantes do grupo, como Phillipe Mourão e Marilson Roseno, também foram presos. Mourão chegou a tentar suicídio após a prisão e não resistiu aos ferimentos. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso devido a vínculos familiares com empresas ligadas ao Banco Master, e um relatório da PF sobre contatos entre ele e Vorcaro foi descartado pelo STF por não ter autorização judicial. A decisão reafirma a manutenção da prisão preventiva enquanto as investigações sobre as atividades de Vorcaro e seu grupo seguem em andamento. Com informações: Agência Brasil

