STJ deve julgar pedido de liberdade de Deolane Bezerra nesta terça-feira
Influenciadora e advogada é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro, associação com o tráfico e possível ligação com facção criminosa

Deolane Bezerra, influenciadora digital e advogada, foi presa preventivamente para desenvolvimento de investigação do seu envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Nesta terça-feira (09) a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve julgar seu pedido de liberdade.
Ela foi presa preventivamente no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, associação com o tráfico de drogas e possível ligação com o Primeiro Comando da Capital, o PCC.
A defesa argumenta que o caso não atende aos requisitos legais para a manutenção da prisão preventiva. Os advogados sustentam que não haveria risco concreto à ordem pública, à investigação ou à aplicação da lei penal, além de afirmarem que as provas já estão em poder das autoridades.
Os advogados também pedem que a prisão preventiva seja substituída por prisão domiciliar, alegando que Deolane é mãe de uma criança de 9 anos e seria a única responsável pelos cuidados da filha.
A defesa afirma ainda que a decisão que decretou a prisão teria fundamentos genéricos, sem apontar fatos concretos e atuais que indiquem risco de fuga, destruição de provas ou continuidade de práticas criminosas. Segundo os advogados, os fatos investigados teriam ocorrido entre 2018 e 2021.
Entre as medidas alternativas sugeridas pela defesa estão a entrega do passaporte, a proibição de deixar a cidade e a proibição de contato com outros investigados.
De acordo com relatório policial, Deolane teria movimentado R$ 13,6 milhões em contas pessoais entre 2018 e 2022. Outros R$ 14 milhões teriam passado por três empresas ligadas a ela.
Os investigadores apontam suspeitas sobre a origem dos recursos e mencionam empresas registradas em nome da influenciadora em cidades do interior de São Paulo, próximas ao presídio de Presidente Venceslau, com endereços compartilhados por outras firmas.
A defesa nega qualquer envolvimento de Deolane com o crime organizado ou com dinheiro de origem ilícita. Os advogados afirmam que todos os valores recebidos por ela são declarados e possuem origem lícita.
Inicialmente, o pedido de liberdade foi rejeitado pela Presidência do STJ. O entendimento foi de que o habeas corpus não poderia ser analisado naquele momento porque o caso ainda não havia sido totalmente julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, instância anterior ao STJ.
A defesa recorreu da decisão, e o recurso deve ser analisado pelos cinco ministros da Quinta Turma nesta terça-feira.
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