Suspeito de liderar facção criminosa morre em suposto confronto com a PM na zona oeste de Londrina
Homem de 43 anos era investigado por tráfico itinerante; segundo a corporação, ele reagiu a uma abordagem na Avenida Castelo Branco e foi atingido.

Um homem de 43 anos, identificado como Carlos Roberto da Silva, morreu na tarde de sábado (5) após, supostamente, entrar em confronto armado com uma equipe do Batalhão de Choque da Polícia Militar. O caso ocorreu na Avenida Castelo Branco, um dos principais eixos viários da zona oeste de Londrina.
De acordo com o relatório da Polícia Militar, o homem vinha sendo monitorado há semanas por equipes de inteligência. As investigações preliminares apontavam que ele utilizava um veículo de passeio para realizar a distribuição e a comercialização de entorpecentes em formato itinerante por bairros da região.
Ao localizarem o automóvel em circulação pela avenida, as equipes operacionais do Choque montaram um cerco tático para efetuar a abordagem. Conforme a versão apresentada pela corporação, o condutor teria sacado uma arma de fogo e reagido à ordem de parada dada pelos agentes públicos.
Diante da ameaça descrita, os policiais militares revidaram com disparos. O suspeito foi atingido no interior da área de abordagem e morreu antes da chegada das equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Siate, que atestaram o óbito ainda no local.
Na inspeção do automóvel, a PM apreendeu a arma de fogo supostamente utilizada contra os policiais e diversas porções de maconha preparadas para a venda. O material recolhido e o veículo foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para a formalização das apreensões e prosseguimento do inquérito.
Carlos Roberto da Silva ostentava um extenso histórico criminal, somando condenações prévias e passagens por homicídio, tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de arma de fogo. A Polícia Militar aponta que o indivíduo exercia o papel de liderança de uma facção criminosa com atuação em Londrina há cerca de 15 anos.
O histórico do investigado também inclui episódios marcantes da segurança pública regional. Ele figurou como um dos feridos durante a onda de violência registrada na cidade em 2016, episódio que ficou conhecido localmente como “Noite Sangrenta”.
No mesmo ano, Silva também teria sido investigado por envolvimento em uma emboscada que resultou na morte de um agente penitenciário na região. A relevância do suspeito na estrutura do crime organizado local tornava sua movimentação objeto de acompanhamento constante pelas forças policiais.
A área do confronto permaneceu isolada pela Polícia Militar até a conclusão dos trabalhos periciais conduzidos pela Polícia Científica. Em seguida, o corpo de Silva foi removido e encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Londrina para os exames necroscópicos de praxe.
A Polícia Civil do Paraná instaurou um inquérito policial para apurar as circunstâncias do confronto, a procedência da arma apreendida e a dinâmica exata das ações ocorridas durante a intervenção policial na Avenida Castelo Branco.
Com informações do Batalhão de Choque da PM
