Tailândia utiliza vacinas contraceptivas para conter superpopulação de elefantes selvagens
A Tailândia adotou uma estratégia inovadora para reduzir conflitos fatais entre humanos e animais: a aplicação de vacinas anticoncepcionais em elefantes silvestres. A medida visa controlar o crescimento populacional da espécie em áreas onde a expansão agrícola reduziu o habitat natural, resultando em dezenas de mortes e milhares de invasões a plantações no último ano

Em uma tentativa de equilibrar a convivência entre a vida selvagem e as comunidades rurais, a Tailândia deu início a um programa de imunização contraceptiva em elefantes selvagens. A iniciativa busca mitigar a crise gerada pela compressão dos habitats naturais, que tem levado os animais a buscarem alimento em áreas habitadas.
Dados da agência Associated Press revelam a gravidade da situação: apenas no ano passado, os confrontos com elefantes resultaram em 30 mortes e 29 feridos em todo o país. Além das perdas humanas, o setor agrícola contabilizou mais de 2 mil incidentes de destruição de lavouras.
As causas do conflito
O desequilíbrio populacional e o aumento da agressividade dos animais estão diretamente ligados à expansão agrícola. Com o avanço das fazendas sobre as florestas:
O território natural dos elefantes tornou-se insuficiente.
A disponibilidade de alimento em áreas protegidas diminuiu.
Vilarejos passaram a ser rotas frequentes de manadas em busca de sustento.
Como funciona a medida
A vacina anticoncepcional é aplicada de forma remota em animais selecionados, permitindo uma gestão populacional ética e sem a necessidade de abates ou remoções forçadas. O objetivo a longo prazo é estabilizar o número de indivíduos nas reservas, reduzindo a pressão sobre as fronteiras agrícolas e garantindo a segurança tanto dos agricultores quanto da própria espécie, que é um símbolo cultural do país.

