Tempestade solar “canibal” pode gerar auroras visíveis nesta semana
Uma tempestade solar rara, classificada como forte (G3), pode provocar auroras boreais mais intensas e visíveis fora das regiões polares entre esta terça (11) e quarta-feira (12). O fenômeno ocorre quando duas ejeções de massa coronal se fundem no espaço, formando a chamada “tempestade canibal”

Uma tempestade solar incomum está a caminho da Terra e promete um espetáculo luminoso no céu do Hemisfério Norte. O evento foi classificado como uma tempestade geomagnética forte (nível G3, em uma escala que vai até G5) pela NOAA — a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.
O fenômeno ganhou o apelido de “tempestade canibal” porque ocorre quando duas ejeções de massa coronal — enormes nuvens de partículas carregadas lançadas pelo Sol — acabam se encontrando e se fundindo durante o trajeto até a Terra. Essa fusão cria uma onda de choque mais poderosa, capaz de intensificar as auroras boreais, tanto em brilho quanto em alcance geográfico.
Onde e quando será possível ver
Segundo a NOAA, as auroras podem ser visíveis em até 22 estados norte-americanos, inclusive em áreas onde o fenômeno é raro, como Oregon, Illinois e o norte do Kansas. O melhor período para observação deve ocorrer entre 22h e 1h (horário local dos EUA), o que corresponde aproximadamente à meia-noite e 4h da manhã no horário de Brasília.
Em condições favoráveis — céu limpo e pouca poluição luminosa — o espetáculo também pode ser visto em partes do Canadá e do norte da Europa. As luzes devem aparecer principalmente em tons de verde, com possíveis variações em roxo e vermelho, dependendo da intensidade da tempestade.
O que causa o fenômeno
As auroras surgem quando partículas do vento solar colidem com o campo magnético da Terra, excitando átomos de oxigênio e nitrogênio na alta atmosfera. No caso das tempestades canibais, a energia liberada é maior do que o normal, permitindo que o brilho alcance latitudes mais baixas, longe dos polos.
A última tempestade desse tipo ocorreu em abril de 2025 e foi tão intensa que as auroras foram observadas até na França, algo bastante incomum.
Há riscos?
Tempestades geomagnéticas de nível G3 não representam perigo direto às pessoas, mas podem causar pequenas falhas em satélites, interferências em GPS e comunicações de rádio, além de oscilações leves em redes elétricas, principalmente em regiões de alta latitude. Por isso, o evento é acompanhado de perto por agências espaciais e operadores de infraestrutura.
Como acompanhar
Atualizações em tempo real podem ser acompanhadas pelos canais oficiais da NOAA e pelo site SpaceWeather.com. Aplicativos como Aurora Forecast e My Aurora Forecast também utilizam dados atualizados para indicar as melhores regiões e horários de observação.
Para quem estiver nas áreas afetadas, basta olhar para o céu no momento certo: a tempestade solar pode transformar a noite em um verdadeiro espetáculo natural.

