Trabalhadores de empresa de coleta de lixo param atividades em Londrina e região
Uma paralisação na prestação do serviço de coleta de resíduos, essencial e, muitas vezes, invisível para a população, tem gerado impactos na zona Leste de Londrina e em Ibiporã.

Os funcionários de uma empresa terceirizada da Prefeitura de Londrina pararam as atividades, alegando condições precárias de trabalho. A paralisação começou no início da tarde de ontem e, até o momento, não há previsão de retomada, com os trabalhadores mantendo-se firmes no protesto.
De acordo com o Sindicato da categoria, sete caminhões da empresa permanecem parados devido a problemas mecânicos, que impedem a operação com segurança. Segundo relatos, a empresa trabalha dividindo a cidade em setores; quando uma equipe não consegue realizar a coleta devido à falta de veículos, os trabalhadores precisam se desdobrar para cobrir outras regiões, muitas vezes sem horário definido para o término do turno.
Um dos funcionários, que preferiu não se identificar, expressou a exaustão da equipe com as jornadas extenuantes. “A gente não tem caminhão para trabalhar. Tem dia que a gente chega e tem quatro ou cinco caminhões quebrados. O setor fica no chão. A gente tem que terminar o setor da gente e fazer o outro setor. Mas como é que a gente vai aguentar?”, questionou.
O advogado que representa a categoria, Vinicius Petrini, apontou que as reivindicações vão além das condições mecânicas. Segundo ele, tem havido um descumprimento constante do prazo legal de intervalo entre as jornadas de trabalho. “Todo mês ou a cada dois meses a gente tem se reunido com a empresa e com a CMTU, e os problemas são sempre os mesmos, a quebra de caminhões”, afirmou o advogado.
Em nota, a empresa responsável pela coleta de lixo em Londrina, classificou o movimento como uma insatisfação de alguns trabalhadores em relação às decisões administrativas da empresa. A nota afirma que não há uma motivação legítima para a paralisação do serviço.
A empresa informou que está adotando medidas administrativas e judiciais para assegurar a retomada das atividades, caso necessário, reforçando seu compromisso em garantir o direito de continuidade da operação. Enquanto isso, a população aguarda uma solução para o impasse.
