Tribunal do Júri condena Ricardo pela morte da filha Eduarda Shigematsu
Sete anos depois do crime e oito julgamentos adiantados, Tribunal do Júri condenou Ricardo por homicídio qualificado, feminicídio, ocultação de cadáver e falsidade ideológica

Ricardo Seidi foi condenado a 23 anos e seis meses de prisão pela morte da própria filha, Eduarda Shigematsu, ocorrida em abril de 2019, em Rolândia. A condenação aconteceu nesta quinta-feira (17) no Tribunal do Júri de Maringá
O Júri considerou homicídio qualificado por asfixia, feminicídio, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. A avó paterna, Terezinha de Jesus Guinaia, que respondia pelos crimes de ocultação de cadáver e falsidade ideológica, foi absolvida.
Durante o interrogatório realizado na noite de quarta-feira (16), Ricardo confessou ter matado Eduarda. Com isso, abandonou a versão apresentada inicialmente de que a filha teria tirado a própria vida. Apesar da confissão, ele não explicou aos jurados de que maneira o homicídio foi cometido.
O julgamento ocorreu ao longo de dois dias e só foi realizado após oito adiamentos registrados nos últimos anos. A sessão chegou a ser transferida de Rolândia, município onde ocorreu o crime, para Londrina. Posteriormente, o julgamento foi encaminhado para Maringá, mas acabou novamente adiado devido à ausência de um juiz para conduzir os trabalhos.
O QUE ACONTECEU?
Eduarda morreu em 24 de abril de 2019. O corpo da menina, porém, só foi localizado quatro dias depois, enterrado na garagem de um imóvel pertencente ao pai.
Imagens de uma câmera de segurança registraram os últimos momentos de Eduarda com vida. Na gravação, a menina aparece chegando em casa por volta do meio-dia. Pouco depois, o equipamento registrou Ricardo saindo do imóvel de carro. Conforme a investigação, ele teria colocado o corpo da filha no porta-malas do veículo.
Na época, Ricardo afirmou que havia encontrado Eduarda morta e, tomado pelo desespero, decidiu enterrá-la. A versão apresentada era de que a menina teria cometido suicídio. A confissão do homicídio ocorreu mais de sete anos após a morte, mas o réu não forneceu detalhes sobre a dinâmica do crime.
Texto: Iago Hiroshi sob supervisão dos jornalistas da Paiquere FM 98.9
