UEL se manifesta sobre investigação de fraude em prova e diz que pode anular matrículas
A UEL informou que, caso sejam confirmadas irregularidades envolvendo estudantes matriculados, poderão ser adotadas medidas judiciais, incluindo a anulação das matrículas, conforme a legislação

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) informou que acompanha a operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) que investiga suspeita de fraudes na Prova Paraná Mais 2025 e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. Em nota, a universidade reafirmou seu compromisso com a lisura no ingresso ao ensino superior público e esclareceu que o processo seletivo é conduzido pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), responsável pela aplicação, avaliação e classificação dos candidatos, com posterior encaminhamento das listas de aprovados às universidades. Caso sejam confirmadas irregularidades envolvendo estudantes matriculados na UEL, a instituição poderá adotar medidas judiciais, incluindo a anulação de matrículas, conforme a legislação vigente.
A PCPR cumpriu na tarde de segunda-feira (23) oito mandados de busca e apreensão em Tapejara, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. A ação teve como objetivo desarticular um grupo suspeito de fraudar certames de interesse público. De acordo com a delegada Taís Mendonça de Melo, sete alunos obtiveram aprovação irregular, sendo cinco deles em cursos de Medicina nas universidades estaduais UEL, UEM e UEPG.
O esquema envolveu estudantes de uma escola estadual de Tapejara, e a fiscal responsável pela aplicação da prova também é investigada por suspeita de facilitar ou se omitir durante o exame. Segundo a investigação, dois candidatos utilizaram celulares de forma oculta durante os dois dias de prova para pesquisar respostas e repassá-las aos demais participantes.
A Seed identificou inconsistências nos resultados da prova, como pontuações objetivas muito altas combinadas com notas baixas na redação, incompatíveis com o histórico escolar dos estudantes. O secretário de Educação, Roni Miranda, solicitou à PCPR a abertura da investigação. A secretaria reforçou que seguirá acompanhando o caso, sem flexibilizar as regras, e manterá mecanismos de verificação para garantir a transparência e a confiabilidade do Aprova Paraná Universidades. Com informações: PCPR/ AEN e Assessoria de Imprensa UEL

