Velas aromáticas podem poluir o ar dentro de casa e afetar a saúde, aponta estudo
Pesquisa revela que a queima de velas libera partículas ultrafinas mais prejudiciais que as geradas durante o preparo de alimentos

Muito associadas ao conforto e ao bem-estar, as velas podem esconder um risco invisível. Estudos conduzidos pela Universidade de Aarhus mostram que a queima de velas é uma das principais fontes de poluição do ar em ambientes internos, liberando partículas ultrafinas que podem ser prejudiciais à saúde.
Essas partículas são extremamente pequenas — milhares de vezes mais finas que um fio de cabelo — e permanecem suspensas no ar por longos períodos. Por conta disso, são facilmente inaladas e conseguem penetrar profundamente nos pulmões, podendo até atingir a corrente sanguínea e órgãos como o coração e o cérebro.
A pesquisa também comparou a poluição gerada por velas com a de atividades comuns, como cozinhar. Embora ambos os processos liberem partículas, as velas produzem partículas ainda menores, o que aumenta o risco de absorção pelo organismo. Além disso, a queima libera substâncias como dióxido de nitrogênio e compostos químicos associados a inflamações e doenças mais graves.
Pessoas com problemas respiratórios, como asma, além de crianças e idosos, estão entre os grupos mais vulneráveis. No entanto, mesmo indivíduos saudáveis podem apresentar irritações e alterações leves no organismo após exposição frequente.
Especialistas recomendam medidas simples para reduzir os impactos, como limitar o uso de velas, manter o ambiente ventilado e optar por alternativas como velas de LED. Pequenas atitudes podem ajudar a preservar a qualidade do ar e garantir que o conforto não venha acompanhado de riscos à saúde.
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