Wagner Moura critica política migratória dos EUA e confessa medo de agentes do ICE

Em entrevista, o ator Wagner Moura expressou preocupação com o atual cenário político dos Estados Unidos, onde reside desde 2017. O brasileiro criticou as medidas anti-imigração e afirmou temer a atuação dos agentes do ICE. Moura também traçou paralelos entre a situação norte-americana e o cenário político recente do Brasil, destacando a "demonização" de artistas e o impacto das redes sociais

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Reprodução: Instagram

O ator Wagner Moura, que atualmente promove o filme “O Agente Secreto” — produção que recebeu quatro indicações ao Oscar —, compartilhou reflexões contundentes sobre sua vida nos Estados Unidos. Morando no país há nove anos, o artista revelou que a atual postura das autoridades em relação aos imigrantes tem gerado um sentimento de insegurança.

Em conversa com o jornal El País nesta quinta-feira (19), Moura destacou o temor em relação ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).

“Estamos atravessando um momento muito feio. Até eu tenho medo de me deparar com o ICE. Digo isso porque reajo de maneira explosiva quando vejo uma situação de injustiça ou de autoritarismo diante dos meus olhos. E agora não sei se conseguiria fazer isso, porque esses caras podem te matar.”

Comparação com o Brasil

Para Wagner Moura, os padrões de comportamento político vistos nos EUA são ecos do que o Brasil enfrentou nos últimos anos. Ele citou a estratégia da extrema direita de transformar artistas, jornalistas e acadêmicos em “inimigos do povo”, utilizando discursos que questionam o uso de dinheiro público para a cultura.

O ator também abordou o papel das redes sociais nesse contexto, admitindo que o campo progressista foi ingênuo ao acreditar no potencial puramente democrático dessas ferramentas. Segundo ele, existe hoje uma aliança evidente entre “oligarcas da tecnologia” e movimentos de extrema direita.

Foco na Carreira

Apesar das críticas políticas, Moura celebra um momento de grande êxito profissional. Além das indicações de seu novo longa ao Oscar, ele recentemente comemorou prêmios de melhor ator e comentou sobre a sensação de “liberdade” ao voltar a atuar em português. Fora das redes sociais por escolha pessoal, o ator afirma que essa distância o protege de “muita bobagem” e o permite focar em seu trabalho e em pequenas formas de desobediência civil.

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