Whey e creatina para crianças: Carol Borba revela rotina da filha e gera debate
A influenciadora fitness Carol Borba causou polêmica ao revelar que inclui whey protein e creatina na alimentação de sua filha, Diana, de apenas três anos. Durante participação no podcast Podshape, Carol explicou que utiliza os suplementos para substituir achocolatados tradicionais, contando com o apoio de Juju Salimeni, que criticou o "duplo padrão" de aceitar produtos ultraprocessados mas condenar suplementos. Especialistas alertam que, embora não sejam proibidos, o uso deve ser estritamente orientado por pediatras

A nutrição infantil tornou-se o centro de uma discussão acalorada após as declarações da influenciadora Carol Borba. Ao detalhar a rotina da pequena Diana, Carol afirmou que a filha já associa o whey protein ao “leite com chocolate” antes de dormir, preferindo os sabores de baunilha e chocolate do suplemento aos produtos industrializados convencionais. Segundo a influenciadora, a estratégia ajudou a moldar o paladar da criança, que hoje demonstra pouco interesse por doces excessivos em festas de aniversário.
Juju Salimeni, anfitriã do podcast, saiu em defesa da prática, apontando uma suposta hipocrisia nas críticas recebidas por Carol. Para Juju, a sociedade normaliza o consumo de açúcares refinados e corantes presentes em achocolatados e guloseimas, mas reage com espanto ao uso de proteínas isoladas ou creatina. Diogo Basaglia também reforçou que a introdução desses sabores menos agressivos pode prevenir o “paladar viciado” em açúcar, algo comum na infância moderna.
No entanto, o tema divide a comunidade médica. Embora o whey protein seja derivado do soro do leite (base de muitas fórmulas infantis) e a creatina seja um composto de aminoácidos presente na carne, a suplementação em crianças de três anos é um terreno sensível. Nutrólogos e pediatras costumam ressaltar que uma criança saudável deve obter todos os nutrientes necessários através de uma alimentação equilibrada com comida “de verdade”. A introdução de suplementos sem necessidade clínica pode sobrecarregar os rins ou mascarar deficiências nutricionais que deveriam ser tratadas com mudanças na dieta sólida. Carol, por sua vez, garantiu que realizou pesquisas e que a filha pede os produtos ao observar o hábito dos pais, tratando a “catina” (como Diana chama a creatina) como parte natural do dia a dia da família.

