Câmara de Jacarezinho abre comissão processante contra vereador que transportou paciente no chão de ambulância

Edilson da Luz (PSD), que atuava como motorista de veículo municipal, é investigado por quebra de decoro e improbidade após trajeto de 150 km com mulher deitada no assoalho.

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Foto: Câmara Municipal de Jacarezinho

O Legislativo de Jacarezinho deu sinal verde para a abertura de uma Comissão Processante (CP) com foco em apurar quebra de decoro parlamentar contra o vereador Edilson da Luz (PSD). O procedimento foi ratificado por unanimidade/maioria na Câmara nesta semana diante da gravidade de denúncias envolvendo o uso irregular de transporte público de saúde.

O episódio retratado ocorreu no início do mês, quando o parlamentar — que também cumpre expediente como motorista de frota municipal — conduziu uma ambulância no retorno de um atendimento médico em Londrina com destino a Jacarezinho.

A passageira, Priscila Nalesso de Azevedo, deslocava-se com patologia severa nos membros inferiores, o que a impossibilitava de permanecer sentada. Segundo os autos, o condutor recusou-se a destinar veículo equipado com maca, forçando o transporte da paciente deitada diretamente sobre o assoalho da viatura, amparada tão somente por uma coberta.

O trajeto rodoviário de aproximadamente 150 quilômetros estendeu-se por cerca de duas horas e meia de desconforto físico. Em relatos prestados aos órgãos de controle, a vítima afirmou ter desenvolvido sequelas traumáticas e agravamento do quadro clínico nas pernas.

A conduta disparou múltiplas frentes de responsabilização: o Ministério Público do Paraná (MPPR) instaurou inquérito civil para apurar improbidade administrativa e falhas na prestação sanitária, enquanto a Prefeitura de Jacarezinho abriu sindicância interna paralela.

Na esfera da Casa de Leis, a Comissão Processante disporá de prazo regimental de 90 dias para coleta de oitivas, laudos e instrução probatória. Caso o plenário conclua pela procedência da acusação, Edilson da Luz poderá sofrer a sanção máxima de cassação do mandato eletivo.

Em sua manifestação defensiva, o parlamentar rejeitou integralmente a narrativa. O vereador sustentou que havia alternativas de acomodação sentada ou readequação de veículo à disposição da paciente, imputando a denúncia a uma suposta armação de cunho político-eleitoral urdida para macular sua imagem pública.

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Redação Paiquerê FM News

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