Cataratas do Iguaçu atingem maior vazão do ano com volume dez vezes superior à média histórica

Aumento expressivo do nível do Rio Iguaçu força interdição e remoção das grades da passarela por segurança, mas o parque segue aberto para visitas.

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Foto: Urbia Cataratas

As Cataratas do Iguaçu, localizadas em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, registraram uma marca impressionante na manhã desta quarta-feira (14). Por volta das 8h, a vazão do conjunto de quedas d’água atingiu 15,7 milhões de litros por segundo. O volume representa o maior nível medido no ano de 2026 e supera em mais de dez vezes o fluxo médio histórico do local, fixado em 1,5 milhão de litros por segundo.

Apesar da magnitude do volume de água registrado, o índice atual permanece distante do recorde absoluto das Cataratas, anotado no ano de 2014, quando o fluxo alcançou 46,3 milhões de litros por segundo — quase o triplo da medição desta quarta. O ranking das três maiores cheias da história do parque é completado pelos anos de 1983, com 35 milhões de litros, e 2023, quando a marca chegou a 24,2 milhões de litros por segundo.

O aumento vertiginoso no fluxo do Rio Iguaçu acionou os protocolos rigorosos de contenção e mitigação de riscos na unidade de conservação. A passarela principal de contemplação das quedas encontra-se interditada ao público desde o último domingo (11) e passou pelo processo de remoção das grades de proteção metálicas na terça-feira (13), procedimento que não era executado desde 2023.

A desmontagem das grades de proteção faz parte do plano de emergência operacional conduzido pela concessionária Urbia+Cataratas em alinhamento com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A medida visa evitar o acúmulo de entulhos, troncos e galhos arrastados pela força da correnteza, reduzindo a pressão hidráulica direta sobre a estrutura da passarela.

A concessionária adota critérios técnicos graduados para gerenciar episódios de cheia no atrativo. O monitoramento das águas passa a ser efetuado de hora em hora, sendo que o fechamento preventivo do acesso ocorre ao atingir 8,5 milhões de litros por segundo. Já a retirada do gradil é recomendada quando os índices oscilam entre 9 milhões e 12 milhões de litros por segundo com projeção de subida.

A reabertura do trecho suspenso só será autorizada após o recuo do volume do rio para patamares seguros de trafegabilidade, associado a uma rigorosa inspeção técnica e ao parecer conclusivo assinado por engenheiros especializados. Por enquanto, não há uma data oficial estabelecida para a liberação da passarela.

Apesar das restrições e dos bloqueios operacionais em determinados trechos, o Parque Nacional do Iguaçu prossegue aberto e recebendo turistas de forma regular. Os visitantes conseguem contemplar o espetáculo da grande vazão a partir dos mirantes liberados ao longo da tradicional Trilha das Cataratas.

Além do trecho suspenso sobre a garganta principal, a elevação do rio motivou a interdição temporária de outros pontos do complexo turístico, como o mirante inferior do Espaço Naipi, o Circuito São João, o Espaço Usina, o Caminho do Poço Preto e a Trilha da Canafístula.

Como medida cautelar diante do risco de inundação nos locais mais baixos, equipes de resgate e operação recolheram preventivamente móveis e equipamentos técnicos de áreas como o Espaço Usina. Já o Caminho das Bananeiras permanece fechado para o público por conta de obras de infraestrutura.

Equipes técnicas da concessionária e do órgãos ambientais mantêm o plantão contínuo de avaliação das condições meteorológicas na bacia hidrográfica do Rio Iguaçu, acompanhando a evolução dos dados pluviométricos para garantir a integridade dos visitantes e da infraestrutura do parque.

Com informações do G1

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Redação Paiquerê FM News

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