Chuvas intensas elevam vazão do Rio Iguaçu e provocam abertura de comportas em hidrelétricas da Copel

Saturação dos solos e precipitações volumosas em toda a bacia hidrográfica impactam o nível dos reservatórios e multiplicam o fluxo de água nas Cataratas do Iguaçu.

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Foto: Ana Silvia Laurindo / Copel

As precipitações contínuas e volumosas registradas ao longo dos últimos dias em território paranaense provocaram uma elevação expressiva nas vazões de toda a bacia hidrográfica do Rio Iguaçu. O cenário hidrológico exigiu o aumento do vertimento de água e a manutenção de comportas abertas nas principais usinas hidrelétricas operadas pela Copel na região.

Na Usina de Foz do Areia, situada no município de Pinhão, o volume de chuva acumulado na área de abrangência do reservatório atingiu a marca aproximada de 200 milímetros. Com o armazenamento operando em torno de 93%, o volume de água liberado conjuntamente pelas turbinas e pelas estruturas de vertimento dobrou em apenas um intervalo de vinte e quatro horas.

A situação repete-se na Usina de Segredo, empreendimento hidrelétrico localizado entre os municípios de Reserva do Iguaçu e Mangueirinha. O complexo, que atualmente recebe intervenções estruturais voltadas a obras de ampliação, mantém seu reservatório operando em patamares reduzidos, próximos a 68%, justamente para atender a exigências técnicas de segurança e engenharia do canteiro de obras.

Já na Usina Salto Caxias, distribuída geograficamente entre Capitão Leônidas Marques e Nova Prata do Iguaçu, o nível de armazenamento está estabilizado em cerca de 76%. No entanto, a necessidade de escoamento do excesso hídrico fez com que a vazão total descarregada rio abaixo triplicasse, alcançando o patamar expressivo de 6,8 milhões de litros por segundo.

O impacto sistêmico do transbordamento e da abertura de comportas ao longo do Rio Iguaçu repercute diretamente em um dos principais cartões-postais do estado. Nas Cataratas do Iguaçu, situadas em Foz do Iguaçu, o volume de água que despenca pelas quedas quadruplicou em questão de dias, atingindo a marca de 6 milhões de litros por segundo.

Para efeito de comparação, a vazão média histórica registrada pelo posto de monitoramento mais próximo é de 1,5 milhão de litros por segundo. Os volumes atuais representam uma checagem expressiva da força das águas, atraindo a atenção de turistas e exigindo monitoramento constante das autoridades de Defesa Civil nas áreas ribeirinhas vulneráveis.

Com informações da Copel

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Redação Paiquerê FM News

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