Tribunal do Júri confirma julgamento do caso Eduarda Shigematsu para a próxima quarta-feira

Após uma sequência de oito adiamentos ao longo dos anos, pai e avó acusados pela morte e ocultação de cadáver da menina em Rolândia finalmente devem sentar no banco dos réus em Maringá.

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Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri de Maringá agendou para a próxima quarta-feira, 16 de setembro, a partir das 8h, a sessão que julgará Ricardo Seidi e Terezinha de Jesus Guinaia, pai e avó paterna da menina Eduarda Shigematsu. O crime ocorreu em abril de 2019, no município de Rolândia, quando a criança foi morta por asfixia e teve o corpo ocultado.

Ricardo responde perante a justiça sob a acusação de homicídio e ocultação de cadáver, enquanto Terezinha figura no processo respondendo como cúmplice do próprio filho na empreitada criminosa. Ambos negam integralmente as autorias e participações nos crimes que chocaram a região norte do estado.

A condução dos trabalhos em plenário estará sob a responsabilidade da juíza substituta Maria de Lourdes Araújo. Às vésperas da sessão, a defesa de Ricardo Seidi apresentou novos questionamentos e petições questionando pontos do rito processual, mas a magistrada rebateu os argumentos ao pontuar que todos os requerimentos legais pertinentes já foram devidamente atendidos.

A juíza garantiu que a defesa teve acesso à fiscalização dos atos preparatórios, incluindo a habilitação para acompanhar o sorteio dos jurados realizado no final de agosto. Maria de Lourdes Araújo também esclareceu que não existem pendências sobre a presidência da sessão e assegurou que todas as providências burocráticas estão sendo finalizadas dentro do prazo.

O processo arrasta-se na justiça acumulando um histórico de oito adiamentos anteriores. As primeiras remarcações decorreram da necessidade de mudança de comarca, atendendo a pleitos da defesa por maior garantia de imparcialidade, transferindo o julgamento inicialmente de Rolândia para Londrina e, posteriormente, para Maringá.

As últimas suspensões da pauta ocorreram por questões logísticas e de agenda do próprio Poder Judiciário, que enfrentou dificuldades para designar um magistrado com disponibilidade para presidir uma sessão de longa duração, estimada para estender-se por dois ou mais dias.

Representantes da acusação e familiares da vítima expressaram desgaste com a longa espera. O advogado Hugo Esteves, que atua na defesa dos interesses da mãe de Eduarda, criticou publicamente o excesso de protelações, ressaltando que a família materna aguarda por uma resposta definitiva do sistema de justiça há mais de sete anos.

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Redação Paiquerê FM News

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