Cientistas conseguem recuperar funcionamento de rins de porco congelados por mais de um ano

Pesquisa da Universidade de Minnesota conseguiu preservar e transplantar rins de porcos após congelamento prolongado. Descoberta pode abrir caminho para aumentar o tempo de armazenamento de órgãos destinados a transplantes.

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Reprodução / Foto ilustrativa: Banco de imagens

Cientistas da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, conseguiram recuperar parcialmente o funcionamento de rins de porcos que permaneceram congelados a temperaturas próximas de 150 graus Celsius negativos. Após o reaquecimento e o transplante, os órgãos voltaram a apresentar coloração rosada e produziram urina, indicando a recuperação de parte de suas funções.

Os resultados foram divulgados em um estudo publicado na plataforma científica bioRxiv, em versão preliminar, ainda sem revisão por outros pesquisadores independentes. A descoberta representa um avanço experimental na busca por técnicas capazes de preservar órgãos por períodos mais longos antes dos transplantes.

Para realizar o procedimento, os cientistas utilizaram a vitrificação, técnica que resfria materiais biológicos a temperaturas extremamente baixas, evitando a formação de cristais de gelo. Também foram empregados produtos químicos de proteção e nanopartículas de óxido de ferro, que permitiram aquecer os órgãos de maneira controlada por meio de um campo eletromagnético.

Um dos rins permaneceu armazenado por mais de um ano e voltou a produzir urina logo após o transplante. Segundo Erik Finger, um dos responsáveis pela pesquisa, o órgão apresentou resultados considerados positivos pela equipe. Entretanto, os cientistas observaram que a produção de urina dos rins transplantados ficou cerca de dois terços abaixo do esperado, além de terem sido identificados sinais de lesão.

Caso a técnica seja aperfeiçoada e comprovada em novos estudos, poderá contribuir para ampliar o período de conservação de órgãos humanos, facilitando a logística dos transplantes. Por enquanto, os resultados são experimentais, e ainda serão necessárias novas pesquisas para avaliar a segurança e a recuperação completa das funções dos órgãos.

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