Delegado da PF nega desacato e injúria racial após prisão em Londrina
Carlos Miguel Pires Junior afirma que apenas questionou a realização de uma blitz e diz ter sido vítima de abuso de autoridade; investigação sobre denúncia de injúria racial segue em andamento

O delegado da Polícia Federal, Carlos Miguel Pires Junior, preso na noite de segunda-feira (15) sob suspeita de injúria racial, negou as acusações durante depoimento. Segundo ele, a abordagem ocorreu após questionar o impacto de uma blitz no trânsito da Avenida Ayrton Senna, em Londrina. O delegado afirma que não desacatou os policiais e alega ter sido vítima de abuso de autoridade e de humilhações durante a ocorrência.
Em seu relato, Carlos Miguel disse que perguntou o motivo da fiscalização em horário de pico e acusou uma policial militar de distorcer suas palavras ao informar ao superior que ele teria afirmado que os agentes “não prendiam bandido”. O delegado nega ter feito essa declaração e sustenta que sua crítica foi direcionada apenas ao transtorno causado no trânsito. Ele também afirmou que, na delegacia, teve o celular retirado enquanto registrava sua versão dos fatos. Ele foi ouvido e liberado. Após deixar a unidade policial, dois funcionários de uma locadora de veículos procuraram a delegacia e denunciaram o delegado por injúria racial, alegando que ele teria feito ofensas contra ambos durante um desentendimento. Carlos Miguel foi liberado durante a madrugada e responderá ao caso em liberdade. A Polícia Civil seguirá investigando tanto a denúncia de injúria racial quanto as alegações apresentadas pelo delegado sobre a abordagem policial.
