DNA de tartaruga de 194 anos revela características genéticas associadas à longevidade

Pesquisadores analisaram o DNA de Jonathan, uma tartaruga de 194 anos considerada o animal terrestre vivo mais velho do mundo. O estudo identificou características genéticas relacionadas à reparação do DNA, ao metabolismo e à proteção das células, além de padrões semelhantes aos encontrados em tartarugas mais jovens.

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Reprodução / Foto ilustrativa: Banco de imagens

Uma análise genética de Jonathan, tartaruga de 194 anos considerada o animal terrestre vivo mais velho do mundo, revelou características que podem ajudar a explicar sua longevidade. Pesquisadores estudaram o genoma e o epigenoma do animal e identificaram mecanismos associados à manutenção da saúde celular ao longo do envelhecimento.

Os resultados foram publicados nesta quarta-feira (7) na revista científica Science Advances. A pesquisa identificou variantes genéticas relacionadas à reparação de danos no DNA, à regulação do metabolismo e a mecanismos de proteção contra o desenvolvimento de câncer.

Outro aspecto que chamou a atenção dos cientistas foi o funcionamento das mitocôndrias, estruturas responsáveis pela produção de energia nas células. Os pesquisadores encontraram padrões químicos que podem contribuir para a preservação dessas estruturas mesmo em idade avançada.

Durante o estudo, também foram analisados os padrões de metilação do DNA, modificações químicas que ajudam a controlar a atividade dos genes. Os resultados foram comparados com os de outras tartarugas-gigantes, incluindo exemplares das espécies Aldabrachelys gigantea e Chelonoidis abingdonii.

Embora Jonathan apresente diversas características genéticas compatíveis com sua idade avançada, os genes relacionados à função mitocondrial demonstraram padrões semelhantes aos observados em animais mais jovens.

Os cientistas ressaltam que ainda não é possível determinar até que ponto essas características contribuem diretamente para a longevidade da tartaruga. Novas pesquisas serão necessárias para compreender melhor a relação entre os mecanismos genéticos identificados e o envelhecimento saudável.

Jonathan continua vivo e ativo, sendo considerado um importante exemplo para estudos sobre longevidade e funcionamento celular em animais de vida longa.

Com informações do estudo publicado na revista científica Science Advances.

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